Será que as sereias existem?

Todos já ouvimos falar das sereias, aqueles seres mitológicos metade mulher, metade peixe que habitam os mares. Sejam em filmes, desenhos, séries… As perigosas e provocantes sereias estão sempre presentes no mundo da ficção. Mas e na vida real? Será que esses seres realmente existem? Embora nunca tenha sido encontrada nenhuma evidencia relevante sobre a existência desses seres, é importante lembrar que apenas 3% dos nossos oceanos foram explorados pelo homem. Talvez daí surja a dúvida sobre a existência ou não dessas mulheres-peixe.

Segundo conta o mito, as filhas do rio Achelous e da musa Terpsícore, tal como as harpias, habitavam os rochedos entre a ilha de Capri e a costa da Itália. Elas eram tão lindas e cantavam com tanta doçura que atraíam os tripulantes dos navios que passavam por ali, fazendo os navios colidirem com os rochedos e afundarem. Odisseu, personagem da Odisseia de Homero, conseguiu salvar-se apenas porque colocou cera nos ouvidos dos seus marinheiros e amarrou-se ao mastro de seu navio, para conseguir ouvi-las e ainda assim manter-se distante. Já na cultura contemporânea, as sereias representam o sexo e a sensualidade.

Essa história é contada mundialmente e a maioria dos povos que dependiam dos oceanos para viajar ou se alimentar, temiam a figura feminina com calda de peixe que enfeitiçava os homens com seu belo canto, até fazê-los se afogar no mar. Segundo o livro The Secret History of Mermaids and Creatures of the Deep, essas histórias serviam para personificar aspectos perigosos do mar e os seus riscos.

O deus Ea – metade homem e metade peixe -, era glorificado pelos babilônios cerca de 2000 a.C., após ele, surgiu a lenda de Astagartis, uma garota que cometeu assassinato e teve que procurar um meio de se esconder. Após várias tentativas, a garota resolveu se esconder no mar, porém, o oceano não aceitou esconder sua beleza, transformando-a praticamente em um peixe. Após isso, no século I, o romano Plínio deixou várias escrituras falando sobre como as nereidas eram ninfas do mar.

sereia2

Além de todas as histórias beneficiando a existência das sereias, os gregos ainda assim resolveram incrementar a lenda. Em 1100 a. C. além das sereis, foram criadas as sirenas, que consistiam em mulheres-pássaros que distraiam marinheiros através de seu canto, causando colisões e naufrágios. As sirenas era filhas do deus Aqueloo e foram criadas para serem amigas de Perséfone, filha de Zeus.

Muitos boatos a repeito do assunto já rondaram até na boca de nomes históricos. Cristovão Colombo, em 1493 afirmou tê-las visto em águas próximas ao Haiti. De acordo com o próprio Colombo, as criaturas marinhas não eram tão bonitas quanto as lendas contavam. Entretanto, cientistas afirmam que o que o explorador pode ter visto, não passava de algum peixe-boi, pois os animais vão até a superfície respirar e emitem sons parecidos com cantos. Além disso, possuem uma cauda achatada que lembra o rabo de sereia descrito pelas lendas.

A lenda torno-se ainda mais forte e passou a ganhar credibilidade entre 2012 e 2013, quando o canal Animal Planet exibiu dois documentários (Sereias: O Corpo Encontrado (2012); Sereias: A Nova Evidência (2013) falando sobre a existências dos seres. Porém, o documentário foi fake e contava com cenas forjadas. Tudo era bem explicado nos créditos e seus produtores até declararam os fatos para a imprensa, afirmando que estavam testando novos formatos de programas, porém, a realidade não ficou tão clara assim para o público.

Os documentários possuíam dezenas de fatos e evidências inventadas. Uma delas, de um agente da NOAA (Agência Nacional de Administração Oceânica e Atmosférica dos EUA), que contava que 65 pesquisadores concluíram que sereias existem e vivem pacificamente ao nosso redor. Acontece que, depois do alarde das informações, a própria NOAA soltou um comunicado em seguida desmentindo o agente e explicando que não há evidência da existência desses seres.

O documentário contava com imagens de uma sereia gravada por um garoto através de seu celular e de outros seres flagrados por pesquisadores próximos do mar não passavam de produção através de computação gráfica. Além do “sereiologista” Marcus Plumkin, supostamente da Universidade da Flórida, que aparecia no documentário afirmando que as sereias habitam as águas quentes do Caribe e do Mediterrâneo, nem se quer existiu, era apenas um ator. Ou seja, até agora não há nenhuma evidência da existência dos seres.

Lendas ao redor do mundo:

Mami Wata – África

sereia3

Segundo uma das lendas, quem encontrar seu espelho abandonado terá os sonhos capturados. Ela só os devolve após favores sexuais eternos

Sirena – Ilhas Guam

sereia4

Uma jovem que adorava nadar foi amaldiçoada pela mãe a virar peixe. Mas a avó interveio e a transformação só rolou pela metade. A moça se tornou protetora dos marinheiros

Melusina – França

sereia5

É a imagem que aparece no logo da rede de cafeterias Starbucks. Quando Melusina era bebê, seu pai a espiou tomando banho e ela se vingou dele. Em retaliação, a mãe a condenou a virar metade serpente (ou peixe) aos sábados

Iara – Brasil

sereia6

Em uma das versões, ela era uma índia linda, cujos irmãos queriam assassiná-la porque sentiam inveja. Ela os matou antes e foi punida pelo pai, que a lançou no Rio Solimões

Ningyo – Japão

sereia7

Sua aparência é mais demoníaca, com uma cabeça similar à de um macaco. Chora pérolas e sua carne, se consumida, concede juventude eterna.

 

Escreva Um Comentário