Processo seletivo: Histórias engraçadas e outras nem tanto …

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Em sua última edição a Revista Você RH abordou as práticas nada tradicionais que algumas empresas estão realizando em seus processos seletivos, essas práticas vão desde mapa astral do candidato até fazer a pessoa cozinhar alguma coisa para os recrutadores, mesmo a vaga sendo para alto escalão administrativo e a pessoa não entender nada sobre cozinhar. Realmente está havendo certo exagero, não podemos abrir mão de conhecer os candidatos mas muitas vezes a boa e nunca fora de moda Entrevista pode ajudar muito juntamente com uma boa checagem de referências dos empregos anteriores.

Comigo já aconteceram fatos inusitados, certa vez entrevistava uma senhora a pedido de superiores e a mesma muito falante e agitada falou de um tratamento de acupuntura que estava fazendo, não satisfeita ela quis “mostrar” os locais das aplicações, se levantou e ergeu a blusa para cima me mostrando a barriga, bem nessa hora (sempre assim) me passou um colega à frente do setor que viu a cena pela janela de vidro, o sujeito arregalou os olhos , deu dois passos e voltou pra ver o que estava acontecendo.

Outra vez um carioca mascando chiclete me saudou com aqueles toques de mão “dos mano” cheio de coisas e perguntou: “firme e forte?”  Gosto de conhecer as razões que fizeram o candidato se desligar dos últimos empregos,  vaga para Recepção e o cidadão  me veio com essa: “Olha, nessa Pousada … sabe que é … a mulher do dono ficou meio a fim de mim sabe, aí o patrão pegou bronca da minha pessoa” …  Em outra perguntei para o rapaz como estava no nível de conhecimento em língua estrangeira e ele me disse que tinha “português básico” tenho centenas de casos como estes mas para encerrar lembro desta: Como você se sente trabalhando em equipe? perguntei e o senhor me  respondeu de bate-pronto: “Bom, desde que não tenha gente dando palpite, me sinto muito bem”.

Com colegas lembro desses casos: Entrevista não é terapia – Em uma entrevista coletiva, uma consultora colega muito competente  pediu que uma estudante contasse uma situação onde ela havia lidado com frustrações. A garota começou a contar sobre uma briga com o namorado. No meio da narração, ela não se segurou e começou a chorar, ou melhor, soluçar, lembrando das discussões. Moral da história: misturar problemas pessoais mal resolvidos e trabalho, normalmente, não dá certo.

Amor, I love you – Uma atendente de uma empresa de RH de Bragança Paulista ligou para um candidato para avisar que ele tinha sido aprovado para a próxima etapa de um processo seletivo. Do outro lado da linha, o estudante ficou tão feliz que não se contentou em agradecer apenas com um “muito obrigado”, fez questão de dizer “Eu te amo!”.

Falta de atenção ou bom senso? – Na etapa de apresentação pessoal, na dinâmica da filial brasileira de uma empresa de higiene pessoal, os candidatos deveriam falar com qual produto da companhia mais se identificavam e por que. Nosso personagem começou sua apresentação dizendo que ele amava o “talco para massagem”. Mas esse produto não existia na multinacional que estava promovendo a processo seletivo. Aliás, em nenhum lugar do mundo se tem notícia de um talco que tenha a finalidade de massagear! (pessoal, como eu não gosto dos “mentirosos”)

Para completar a sucessão de equívocos, as consultoras ouviram a seguinte história quando questionaram o candidato sobre suas expectativas em relação ao futuro profissional: “Meu grande sonho é ter um baby [sim, ele disse baby!]. Eu me vejo saindo de casa para trabalhar na tal empresa e vendo meu baby acenando para mim da janela de seu quarto e desejando um bom dia de trabalho.” Candidatos, por favor, bom senso nunca é demais!

 

fonte: https://opiniaorh.com

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