Primeira escalada ao topo do monte Everest completa 60

Ao todo, quatro dias vão homenagear os aventureiros que alcançaram o pico de 8.848 m de altura, na fronteira do Nepal com a China. As celebrações vão terminar com uma festa no antigo palácio real de Katmandu, no Nepal.
A capital nepalesa foi enfeitada pelos desfiles da neta e de uma sobrinha de Hillary, do famoso alpinista italiano Reinhold Messner, do neto de Norgay, Tashi Tenzing, e do último membro da expedição de 1953 ainda vivo, Kancha Sherpa.

Grupo participa de expedição em comemoração à conquista do monte

Naquele ano, a expedição britânica rumo ao topo do mundo mudou para sempre o alpinismo mundial. “Hillary e Tenzing eram estrelas do rock nos anos 50 e 60”, afirmou à AFP o filho do neozelandês, Peter Hillary. “O mais importante de 1953 é que partiam para o desconhecido”, disse.

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Kancha Sherpa, 81, ainda se recorda da expedição difícil com final feliz, mas lamenta que a glória não tenha sido melhor dividida. “Todo mundo soube que Tenzing e Hillary conquistaram o Everest, mas ninguém sabe até que ponto trabalhamos duro ao longo de todo o caminho”, disse. A expedição mobilizou mais de 300 pessoas que transportaram oito toneladas de material.

Japão. A data também foi comemorada no Japão com a chegada a Tóquio do homem mais velho a alcançar o topo do Everest. Yuichiro Miura, 80, foi recebido por uma multidão no aeroporto da cidade.
Além do feito que lhe rendeu o recorde obtido na semana passada, Miura já havia chegado ao topo da montanha aos 70 anos e aos 75 anos. “Ainda estou são e forte. Acho que terei oportunidade para escalar o Everest novamente”, afirmou o japonês antes de iniciar sua aventura há algumas semanas.

O homem mais velho a alcançar o topo do Everest era Min Bahadur Sherchan, que, em 2008, aos 76 anos, quebrou o recorde de Miura. Sherchan, 81, afirmou, na semana passada, que tentará escalar o Everest novamente. Mas o recorde de Miura deve ser mantido por algum tempo, pois o nepalês desistiu da subida por causa do mau tempo.

Banalização. Para o alpinista italiano Messner, o primeiro a chegar ao alto do Everest sem a ajuda de cilindros de oxigênio, em 1978, a escalada ao topo do mundo tornou-se “banal”. “Não creio que seja possível devolver a ele o charme que um dia teve. Os melhores alpinistas já não buscam mais os picos de 8.000 m, mas as montanhas mais difíceis do mundo, entre 6.000 m e 7.000 m de altura”, opina.

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