Poliana Okimoto é bronze nas maratonas aquáticas após desclassificação de francesa

Mesmo tendo sido a quarta a cruzar a linha de chegada, a brasileira Poliana Okimoto levou medalha de bronze nas maratonas aquáticas do Rio 2016. A brasileira foi beneficiada pela desclassificação da francesa Aurelie Muller, que terminou em terceiro lugar, mas foi punida por inibir a chegada da segunda colocada, a italiana Rachele Bruni. O ouro foi para Sharon Van Rouwendall, dos Países Baixos.

 A primeira colocada Sharon Van Rouwendall abraça Poliana no pódio (Foto: Rio 2016/Saulo Pereira Guimaraẽs)

Após ser informada do resultado, Poliana teve de segurar o choro para falar com a imprensa. “Depois de Londres, não imaginava que estaria nadando ainda melhor hoje”, desabafou a atleta. Nos últimos Jogos, ela era uma das favoritas, mas abandonou a prova após uma crise de hipotermia na penúltima volta.

Desta vez, o famoso mar carioca serviu de palco para que ela brilhasse. “Mais uma vez, me chamaram de velha. Mais uma vez, me desacreditaram. Mais uma vez, eu dei a volta por cima”, resumiu a atleta.

Sharon Van Rouwendall 1h56min32seg
Rachele Bruni 1h56min49seg
Poliana Okimoto 1h56min51seg

Marido e treinador de Poliana, Ricardo Cintra comemorou o bronze. “Para gente, é uma felicidade enorme”, disse.

Ele explicou a reviravolta que deu a medalha a Poliana. “A Aurelie afundou a Rachele na hora da chegada. É só olhar as imagens que você vê isso. E, pelas regras do esporte, isso não é permitido”, afirmou ele.

A brasileira Ana Marcela Cunha terminou a disputa na décima posição.

Praia e sol

 Público acompanha competição da areia, no Posto 6 (Foto: Rio 2016/Saulo Pereira Guimarães)

O clima praiano deu o tom da prova das maratonas aquáticas, iniciada às 9h. Em alto mar, as 26 nadadoras deram quatro voltas em um circuito de 2,5 quilômetros. No total, foram 10 quilômetros de braçadas em aproximadamente 2 horas. A maior parte do público trocou as arquibancadas pela areia. Muitos foram de sunga ou bíquini e fizeram do programa Olímpico um passeio tipicamente carioca.

 Pai e filho acompanham as maratonas aquáticas em Copacabana (Foto: Rio 2016/Stefano Santoni Giorgi)

Após conquistar a medalha de prata nos 200 metros borboleta da natação, a australiana Madeline Groves vestiu bíquini e óculos escuros para curtir a prova e a praia na manhã de hoje. Ela e grande parte do time de natação de seu país estavam na torcida por Chelsea Gubecka, que terminou com a 18º colocação. “É bom poder relaxar depois de tanto trabalho duro e sacrifício”, disse Madeline.

 Horácio (sem camisa) e Luiz: “Acho bacana que o pessoal tenha vindo ver a prova e curtir a praia” (Foto: rio 2016/Saulo Pereira Guimarães)

“Acho bacana que o pessoal tenha vindo ver a prova e curtir a praia também. A gente percebe que a maioria deles são atletas de outros países e entende que eles têm mais é que aproveitar mesmo a oportunidade”, afirmou Horácio Couto. Ele e o amigo Luiz Moraes assistiram da areia ao show das maratonistas do mar e disseram que voltarão nesta terça (16) para a prova masculina. O início da competição está marcado para 9h.

 

fonte: https://www.rio2016.com

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