Os refrigerantes fazem mal ao coração?

O propósito deste artigo é fazer com que você repense e deixe de tomar esse refrigerante geladinho que está em sua mão agora mesmo. Os motivos para isso são bastante válidos:


Um estudo de 12 anos, publicado na revista Heart, analisou mais de 42.000 homens com idades entre 45 e 79 anos, e revelou que aqueles que bebiam duas ou mais bebidas açucaradas (como refrigerantes) por dia, aumentavam em 23 por cento suas probabilidades de desenvolver doenças cardíacas; no entanto aqueles que não ingeriam esse tipo de bebidas não apresentaram esse grau de risco. refrigerante1 Os pesquisadores analisaram as respostas encontradas nos questionários sobre os hábitos de alimentação dos homens suecos que participaram de uma enquete popular, e compararam essas respostas com os Registros Nacionais dos Pacientes Suecos bem como os registros sobre a causa das mortes, para monitorar a saúde populacional. Além de outras perguntas, os homens deviam responder a esta: “Quantos refrigerantes ou bebidas e sucos açucarados você bebe por dia, ou por semana”? (Os sucos de frutas não foram inclusos na definição de “bebida adoçadas.”) Os pesquisadores concluíram que os homens que bebiam duas ou mais bebidas adoçadas com açúcar, por semana, tinham uma “taxa significativa de risco de desenvolver algum tipo de cardiopatia fatal.” Esses resultados são os mais recentes em desvendar os riscos para a saúde causados pelo consumo regular de refrigerantes. Um artigo revisado e publicado no final de setembro, no Journal of the American College of Cardiology, descobriu que consumir muitas bebidas açucaradas pode levar a um aumento do risco de obesidade, ao diabetes tipo 2 e provocar doenças cardíacas. Os pesquisadores também descobriram que tomar uma ou duas bebidas açucaradas por dia pode aumentar o risco de uma pessoa ter um ataque cardíaco, ou de desenvolver uma doença cardíaca fatal, em 35 por cento. Uma pesquisa publicada no Journal of Hepatology, em junho, constatou que as pessoas que bebem apenas uma ou mais bebidas adoçadas com açúcar por dia (como refrigerantes), apresentam um risco bem maior de desenvolver esteatose hepática (gordura no fígado) não associada ao consumo de bebidas alcoólicas. Embora as vendas de bebidas açucaradas estejam diminuindo, cerca de metade dos norte-americanos ainda consome bebidas açucaradas diariamente, segundo informam os Centros para Controle e Prevenção de Doenças. De acordo com os relatórios do CDC, a doença cardíaca é também a principal causa de morte de homens e mulheres americanos; cerca de 610 mil pessoas morrem de doenças cardíacas nos Estados Unidos, anualmente. O Dr. Steven Burstein, M.D, cardiologista do Hospital O Bom Samaritano, de Los Angeles, diz ao Yahoo Health que as últimas descobertas não causam surpresa. No entanto, ele hesita em afirmar que os refrigerantes sejam a única razão para o aumento do risco de doença cardíaca.

“Certamente existem fatores que sugerem que o refrigerante seja a causa, mas essas doenças podem estar associadas a outras variáveis também,” diz ele. “É difícil atribuir toda a culpa disso unicamente ao refrigerante.”

Burstein diz que o elevado teor de açúcar, e até mesmo o corante de caramelo, usado nos refrigerantes, poderiam ser as razões para o aumento do risco de doenças cardíacas. Ele observa que o hábito de beber dois refrigerantes por dia certamente não é um fator indicativo de um estilo de vida saudável. “Aqueles que fazem isso provavelmente não são atletas que treinam diariamente nem estão atentos à sua ingestão de vegetais,” diz ele.

No entanto, ele ainda recomenda que as pessoas fiquem longe de refrigerantes — incluindo refrigerantes diet — sempre que possível, já que a pesquisa demonstrou que a gordura abdominal é bem maior em pacientes que bebem refrigerante diet, outro fator que também pode contribuir para doenças cardíacas.

Embora a pesquisa tenha sido dirigida aos homens, Burstein diz que o mesmo se aplica às mulheres: “Seria muito ingênuo da nossa parte dizer às mulheres que beber refrigerantes açucarados não faz mal, quando o mesmo não pode ser dito aos homens.”

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