O Sol anda muito calmo, e cientistas acham que vem uma Era do Gelo por aí



Entretanto, durante o mês de junho, o Sol simplesmente deixou de apresentar qualquer atividade em duas ocasiões, uma no início do mês, quando sua superfície permaneceu totalmente livre de manchas solares por quatro dias, e a outra agora, no final de junho.

De acordo com o pessoal do portal Astronomy Now, o último período de inatividade longo desse jeito aconteceu em 2011, e tudo indica que o Sol pode estar entrando no que os astrônomos chamam de “mínimo solar”.

Ciclo solar

O ciclo solar, como você deve saber, tem duração de, em média, 11 anos, e os períodos de maior e menor atividade são conhecidos como máximo e mínimo solar, respectivamente. Durante a fase mais ativa, o normal é que surja um número elevado de manchas na superfície da estrela — e, evidentemente, elas se diminuem nas fases mais calmas, e a fotosfera se torna estável.

                       Máximos e mínimos são normais e fazem parte do Ciclo Solar

Com o início do mínimo solar, o Sol ficará tranquilinho e livre de manchas durante dias, semanas e, depois, por meses inteiros, e o ápice dessa fase deve acontecer por volta dos anos 2019 e 2020. Todo esse processo é normal e vem sendo registrado detalhadamente desde 1755, o que significa que estamos em pleno Ciclo 24. E o que tudo isso tem a ver com a possibilidade de que uma Era do Gelo chegue por aí?

Frioooo

Segundo o Astronomy Now, o máximo solar do atual ciclo aconteceu em abril do ano passado — e ele chamou bastante a atenção dos astrônomos por apresentar uma atividade bem abaixo da esperada. Na verdade, os cientistas notaram que essa fase teve o menor número de manchas solares desde que os ciclos começaram a ser registrados, lá no século 18.

                      Olha o Sol, completamente sem manchinhas

Isso, de acordo com os especialistas, pode indicar que nós podemos estar prestes a entrar em uma mini Era do Gelo — ainda bem que é só mini! Conforme explicaram, da última vez que a nossa estrela apresentou um período de inatividade tão pronunciado, teve origem aqui na Terra o que ficou conhecido como “Mínimo de Maunder”.

Esse período — que aconteceu entre 1645 e 1715, ou seja, antes de os ciclos solares começarem a ser registrados de forma detalhada — foi marcado por temperaturas abaixo da média. Nessa época, a Europa e a América do Norte enfrentaram invernos extremamente rigorosos, com as menores temperaturas dos últimos 500 anos, e o rio Tâmisa, que atravessa a cidade de Londres, chegou a congelar e se tornar palco de feiras e mercados de rua, por exemplo.

                       Pintura de Abraham Hondius (1677) mostrando o Rio Tâmisa congelado

Desta vez, se a mini Era do Gelo realmente chegar, é esperado que ela ocorra por volta dos anos de 2030 e 2040. Porém, não é só o frio que é aguardado — com pouco entusiasmo, diga-se de passagem! De acordo com os cientistas, durante os mínimos solares, os ventos solares diminuem e o campo magnético da nossa estrela se torna mais fraco, deixando os astronautas mais vulneráveis aos raios cósmicos.

Além disso, nesse período, a radiação ultravioleta extrema emitida pelo Sol cai, fazendo com que as camadas mais superiores da nossa atmosfera se resfriem e contraiam. Por um lado, isso pode melhorar a estabilidade de satélites em órbita — o que é bom. Contudo, o lixo espacial também tende a se acumular mais ao redor do planeta, tornando o espaço próximo à Terra um local mais perigoso para os astronautas.

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