O mistério por trás da história de Chaves e sua turma

Antes de ler, lembre-se que esse texto não representa uma versão oficial da história da série Chaves, é apenas uma teoria (não oficial) divulgada por vários canais, blogs e sites na internet. Apesar disso, é muito interessante e vale a leitura.
Não há nada que faça tanto sucesso quanto o antigo e famoso seriado do Chaves. Criado no México, na década de 70, o programa conta a história de pessoas simples que moram em uma vila e levam suas vidinhas da forma mais comum possível. Mesmo assim, a trama conseguiu conquistar gerações e, até hoje, tem suas temporadas reprisadas em todo o mundo.

Acontece, no entanto, que um suposto mistério envolvendo a vila onde vivem Chaves e os demais personagens foi revelado recentemente e deixou as pessoas um tanto impressionadas.

Por meio de uma análise publicada no site da Revista Bula, o doutor em História e pós-doutor em poéticas visuais, Ademir Luiz, afirma que a vila onde se desenvolve toda a história se trata de um pedaço do inferno e seus personagens são, na verdade, “pecadores amaldiçoados”, condenados a vagar infinitamente naquele plano. Entenda:

1. Repetições

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De acordo com André Luiz, está tudo interligado, indicando a citação subliminar feita por Bolaños, o ator que vive Chaves e que também foi o responsável pelo roteiro do seriado. O especialista diz que até o nome do programa deixa pistas claras dessa interligação. Isso porque, no México, a série é chamada “El Chavo Del Ocho”, que em português quer dizer “O Moleque Do Oito”. Essa seria uma referência ao número da casa na qual o protagonista mora, porque ele não mora num barril, como muitos pensam. O numeral 8, por sua vez, se escrito na horizontal, se torna no símbolo do infinito, indicando a morte.

Seguindo a mesma linha de raciocínio, a vila seria um pedaço do inferno, onde os personagens ficam repetindo eternamente as mesmas coisas que os levaram até ali. Como fica claro no texto, é por isso que a Chiquinha sempre chuta Quico e faz seu pai, Seu Madruga, pensar que foi o menino que a agrediu. Enervado, “Seu Madruga belisca Quico, que chama Dona Florinda, que acerta um tapa no vizinho gentalha, que descarrega a raiva no Moleque, que atinge o Seu Barriga quando ele chega para cobrar o aluguel. Enquanto isso, o professor Girafales, queimando de desejo, bebe café, com um buquê de rosas no colo, sem desconfiar a causa, motivo, razão ou circunstância de tanta repetição.”

2. Cenário

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A análise também aponta outro fator intrigante da trama. O cenário da Vila seria um labirinto super confuso, que conduz a uma rua estreita, que por sua vez, liga o lugar a barbearia, a um restaurante, a um parque ou a uma sala de aula apertada. As exceções dessa interpretação estão em episódios em que eles fogem do comum, como no caso de Acapulco.

A suspensão temporal, de acordo com o autor do texto, seria outra evidência de que o lugar apresenta um problema real. Afinal, por que o senhor Barriga cobraria eternamente os mesmos 14 meses de aluguel? Para o especialista, a resposta está no tempo, que simplesmente não passa para eles.

3. Personagens

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Se você acha que já se chocou o suficiente, espere até saber o que André Luiz pensa sobre os personagens da série. Isso porque, segundo ele, cada pessoa da trama representa um pecado capital e, como estão em uma espécie de limbo, ficam fadados a refazer as mesmas coisas para sempre, como já foi dito lá em cima.

O texto original analisa até os personagens secundários, mas hoje vamos nos restringir aos mais expressivos para a trama. Veja:

Chaves: O menino seria a representação da gula, por ser insaciável e amar os sanduíches de presunto. Além disso, ele adora se referir ao professor Girafales como “linguiça”, um subproduto da carne de porco, que os costumes bíblicos relatam como suja;

Senhor Barriga: representa a ganância, pois somente alguém muito ganancioso cobraria os 14 meses de aluguel todos os dias;

Quico: o personagem estaria ligado à inveja, uma vez que para ele os brinquedos alheios sempre são os mais interessantes;

Seu Madruga: esse seria é a preguiça. Isso porque ele sempre acha uma desculpa para se livrar dos empregos que consegue e não pagar o aluguel;

Professor Girafales e Dona Florinda: os dois seriam, literalmente, a representação da luxúria. Isso porque os amantes demonstram desejos incontroláveis, apesar de jamais passarem da famosa xícara de café e dos buquês;

Aliás, o especialista explica também porque esse impasse acontece: eles estão condenados a abstinência sexual eterna. Inclusive, a mania do professor Girafales de fumar seu charuto a todo momento representa um hábito ligado ao pós-sexo. Como não há relações com a namorada, só resta a ele fumar para sempre;

Chiquinha: a personagem seria a representação da ira. Isso porque, apesar dos seus esforços, ela não consegue se expressar da maneira que gostaria. Logo, ela tem como recursos o choro e a maldade;

Dona Clotilde: não parece, mas essa seria a vaidade. Ela mora no 71 (7+ 1 é 8, o infinito) e tem como companhia um pet chamado “Satanás”, que ora é um cachorro, ora é um gato. Isso, aliás, seria uma alusão às possibilidade de transformação do demônio.

Jaiminho, o carteiro: esse seria o único personagem representante do mundo dos vivos. Segundo o texto, Jaiminho se trata de um médium e suas cartas seriam, na verdade, psicografias. Ele vive cansado e isso seria a prova de seu esforço ao vagar entre os planos. Assim, sua amada Tangamandápio, se torna uma representação da própria Terra.

 

FONTE: http://www.fatosdesconhecidos.com.br/

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