Menino com paralisia cerebral, começa a anda após praticar surfe

Não é só um esporte – e não é mesmo! Sempre que nos deparamos com histórias como essa reconhecemos o quanto o esporte faz bem para a mente, alma e corpo. E a história do menino Rafael é daquelas de suar os olhos.

Rafael dos Santos, hoje com 14 anos, foi diagnosticado com paralisia cerebral e surpreendeu a família e os professores ao aprender a andar 8 meses após começar a praticar aulas de surfe. Ele conseguiu deixar a cadeira de rodas aos 10 e, atualmente, chega às aulas caminhando, sempre ao lado da mãe.

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Em entrevista ao G1 em 2014, a mãe de Rafael, Fabiana, conta que luta do menino começou nos primeiros dias de vida. “Ele nasceu praticamente morto, mas Deus me deu ele de volta. Uma doutora me disse que ele não tinha capacidade de andar, de falar nem de sentar. A médica disse que ele iria ficar mole, como quando estava no meu colo”.

Mesmo frequentando a Casa da Esperança para receber tratamento específico, ele foi crescendo e ainda não conseguia andar nem falar, só engatinhava e ficava sentado. Aos 9 anos, passou por uma cirurgia nas pernas e ficou em cadeira de rodas. Em seguida, a mãe foi indicada por um fisioterapeuta a levá-lo para aulas de surfe.

Mesmo com medo, Fabiana resolveu levar o menino para a Escola Radical, em Santos, a primeira pública de surfe no país, coordenada por Cisco Araña. No primeiro dia de aula, Raphael não saía da cadeira de rodas, como explica o professor Leonardo Scarpa: “Ele não tinha muito controle do pescoço. Mas, pelo simples fato de ficar deitado na prancha, ele tinha que levantar para não ir água no rosto e na boca dele”.

Agora, Rapha já largou a cadeira de rodas. Hoje, o menino caminha com dificuldade até o mar, com a ajuda da mãe, dos colegas e professores da escolinha de surfe. Além disso, Raphael desenvolveu a fala. Os professores pediam que o menino conversasse com eles, que deixasse de apontar para os objetos e usasse palavras para dizer o que queria.

A explicação para tudo isso? O surfista Araña enumera:  “A atmosfera de amor, de compartilhar com o outro, de trocar experiências faz muita diferença, como fez para o Raphael”.

Fonte: Testosterona

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