Limpa a fossa, mas cuidado com o formigueiro – Historias Engraçadas

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Aconteceu comigo na cidade de Lagarto, interior do Sergipe. Cheguei na cidade com meu trailer no fim da tarde. Vi que o terreno, na esquina tinha um valão, onde a população jogava o lixo. Pensei: “Vou esperar a noite cair e vou esvaziar minha caixa de detritos aqui.” Anoiteceu e, lá pelas 11 da noite, peguei o vaso químico, destes muito comuns nos trailers da Karmann Guia e levei até o ‘valão’. A tarefa era horrível de se fazer, mas em um espaço de alguns dias, eu precisava fazer isso. Morava sozinho, toda a mercadoria ali dentro era minha mesmo, mas isso não fazia com que esvaziar o vaso químico se tornasse algo legal de se fazer.
Apesar de muitos no circo realizarem tarefa semelhante, eu sempre fazia a noite, sempre senti vergonha. Neste dia, como era a chegada no terreno, muitos trailers ainda estavam na estrada, mas alguns já tinham chegado. Me aproximei do valão, fui chegando cada vez mais perto do enorme buraco, por onde passava o esgoto à céu aberto e abri a tampa, libertando toda a, a, a… aquela coisa fedida. Tudo estava fluindo bem quando senti algo estranho no meu pé. Parecia que estava formigando. De repente, já não era só um formigamento, eram dezenas, centenas de picadas… Em segundos, a sensação se espalhou para as pernas. Quando vi, eu estava pisando em um formigueiro. Mas era um baita formigueiro. Já tinha formiga até dentro das cuecas e eu joguei o vaso longe. Ao bater no chão, o vaso jogou merda pra cima e respingou tudo em mim. E eu, apavorado, comecei a tirar as calças, me debatendo, dando tapas nas pernas. Nunca tinha visto tantas formigas.
Fui correndo pro banheiro tomar banho e fiquei horas de baixo do chuveiro, por dois motivos: Uma que parecia que o cheiro não saía do corpo e outra: não parava de coçar as pernas, o pé, tudo… Até esse lugar que vocês estão pensando!
No outro dia, o comentário no circo era só esse. Eu que pensei que estava fazendo algo enquanto todos estivessem dormindo, estava sendo vigiado por ninguém menos que o Marlon, filho do Chumbrega. E ele contava para todos as cenas que tinha visto: Eu, cheio de respingo de m…., tapado de formigas, me estapeando e tirando a roupa no terreno. E é claro, o povo do circo dava boas gargalhadas. Claro, formiga no dos outros é refresco!

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