Frases engraçadas: frases de caipira


Caipira é um termo de origem tupi que designa, desde os tempos coloniais brasileiros, os moradores da roça. A designação alcançou, sobretudo, populações da antiga capitania de São Vicente (posteriormente capitania de São Paulo) que hoje são os estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Tocantins e Rondônia. O termo “caipira”, no entanto, costuma ser utilizado com mais frequência para se referir à população do interior dos estados de São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Goiás e Minas Gerais. Corresponde, em Minas Gerais, ao capiau (palavra que também significa “cortador de mato”), na região Nordeste, matuto[nota 1], e na região Norte (Pará) caboco (termo derivado da palavra caboclo, mas que perdeu seu sentido original).

BORA PARA AS FRASES ENGRAÇADAS DE CAIPIRAS KKK:

Um caipira fala para o outro:
– Oi cumpade teu cavalo fuma?
O outro caipira responde:
– Não porque?
E o outro caipira fala:
– por que o teu estabulo ta pegando fogo.

 

uma dia um caipira falou para seu amigo:
-Iae cumpadi firme?
so que o outro caipira estava vendo futebol e disse:
-Nao futebor

 

O caipira entra na venda com um bonito cão policial. Outro caipira vê o cachorro e diz:
– Bonito cão…
– Bonito mesmo… quer ver uma coisa? Coça o focinho dele.
O outro coçou e ficou esperando.
– Ué, ele não fez nada!
– Pois é…
– Então porque ocê mandou eu coçar o focinho dele?
– É que eu achei esse cachorro ali na estrada e não sabia se ele mordia, sô!

 

Um rapaz estava trabalhando na roca quando passa um carro, depois esse carro volta e pergunta pro rapaz, se eu for por ali saio na onde, e ele respondeu não sei não, e se eu for por ali saio na onde, ele respondeu não sei não. Então o motorista perde a paciência e diz, mas você é muito burro, e o rapaz diz, sou burro mas não to perdido não!

 

O capiau, muito do pao-duro, recebe a visita de um amigo. A certa altura da conversa o amigo pergunta:
– Se voce tivesse seis fazendas, voce me dava uma?
– Claro, uai! – respondeu o mineiro.
– Se voce tivesse seis automoveis, voce me dava um?
– Claro que sim!
– E se voce tivesse seis camisas, voce me dava uma?
– Nao!
– Porque nao!
– Porque eu tenho seis camisas!

 

Um caipira finalmente entra para a escola, e animado por estar aprendendo, resolve esnobar um compadre seu.
– Então Zé, você sabe quem foi Tiradentes?
– Não, não sei.
– Ih… é isso que dá o cara não estudar. Mas e Pedro Álvares Cabral? Você sabe quem foi?
– Também não sei.
– Ih… ta vendo? É isso que dá o cara não estudar.
O compadre fica irritado e pergunta.
– Mas João, e o Pedro Paulo? Você sabe quem é?
– Não, quem é?
– É o cara que está indo na sua casa enquanto você vai pra escola!

 

Dois mineiros estavam conversando e um mineiro perguntou para o outro:
– O compadre o que você acha de nudez?
O outro mineiro responde:
– A compadre é melhor nudez, do que no nosso!!!

 

O pai caipira fala para o filho, também caipira (afinal ele não teve escolha):

  • Fio! Põe a sela no cavalo véio pra eu!

  • Ah, pai… Mas por que ocê vai com o cavalo véio?

  • É que eu acho que nóis tem que gastá as coisa véia primeiro!

  • Ora, intão por que o senhor não vai a pé?

 

O caipira fica balançado um copo d’agua ai chega o outro caipira e diz:
-Pra que você esta mechendo esta agua
ele responde:
-Uaai porque agua parada da dengue.

 

Por que que minas não tem mar???
Por que na hora de rezar os mineiros falam…
Mais livrai-nos do MAR!! Amém..

 

perguntaram para o caipira:
_ O que você faria se ganhasse sozinho os 46 milhões da Megasena?
_ Eu ia pagar umas dívidas…
_ Sim, mas e o resto?
_ Ah! O resto que espere, uai!

 

Um homem pergunta para um fazendeiro perto de um grande campo gramado:

  • Senhor, você se importaria se eu cortasse caminho pelo seu campo para chegar na estação de trem mais rápido? Eu já estou atrasado e tenho que pegar o trem das 16:25.

O fazendeiro responde:

  • Pode sim, claro! E se meu touro ver você, aposto que você vai conseguir pegar até o trem das 16:10.

 

O caipira vai a uma consulta e o médico pergunta:

  • O que senhor tem?

O caipira responde:

  • Uma muié, uma vaca e uma galinha…

  • Não é isso… O que o senhor está sentindo?

  • Ah, tá! Vontade de largá a muié, vendê a vaca e comê a galinha com quiabo!

 

Numa caçada pelo interior, um homem bem-vestido de Estocolmo mira e derruba um pato selvagem. Mas a ave cai no terreno de uma fazenda, e o fazendeiro diz que é dele.

  • O pato é meu – protesta o citadino.

Como ninguém cede, o fazendeiro sugere resolver o problema à moda antiga:

  • Com o pontapé caipira.

  • O quê?

  • Eu lhe dou um chute bem forte na virilha, depois você faz o mesmo comigo. Quem de nós dois gritar menos leva o pato.

O homem bem-vestido concorda. Então o fazendeiro se prepara e dá um pontapé daqueles nas “partes íntimas” do outro, que cai no chão e fica ali por uns vinte minutos. Quando consegue se levantar, diz, ofegante:

  • Agora é minha vez.

  • Nada disso – protesta o fazendeiro, se afastando. – Você pode ficar com o pato.

 

Era uma vez um caipira que passou perto da estação de trem, espantado pelo barulho do trem, voltou para casa. Muitos meses se passaram e o filho dele ganhou um pequeno trenzinho do tio. Nervoso o caipira pegou um pau e quebrou todo o brinquedo e explicou:

  • Eu vi um desse mais grande! Por isso tem que matar ele enquanto são pequenos!

 

Um gerente de vendas recebeu o seguinte e-mail de um de seus novos vendedores:

“Seo Gomis, o criente de Belzonti pidiu mais cuatrocenta pessa. Faz favô di tomá as providenssa. Abrasso, Nirso”

Aproximadamente uma hora depois, recebeu outro e-mail:

“Seo Gomis, os relatório di venda vai xegâ trazado proque nóis tá fexano umas venda. Temô di mandá mais treis mir pessa. Amanhã tô xegano. Abrasso, Nirso”

No dia seguinte, mais um e-mail:

“Seo Gomis, num xeguei pucauza de que vendi mais deis mir pessa em Beraba. Tô ino pra Brazilha. Abrasso, Nirso”

No outro dia:

“Seo Gomis, Brazilha fexô vinte mir. Vô pra Frolinopis e di lá pra Sum Paulo nu vinhão das cete hora. Abrasso, Nirso”

E assim foi o mês inteiro.

O gerente, muito preocupado coma a imagem da empresa frente aos clientes, levou ao presidente as mensagens que recebeu do vendedor.

O presidente escutou atentamente ao gerente e disse:

  • Deixa comigo! Eu tomarei as providências necessárias. E as tomou…

Redigiu de próprio punho o seguinte um aviso e o afixou no mural da empresa, juntamente com os e-mails do vendedor:

“A partí di ogi nóis tudo vamô fazê feito o Nirso, vamô si priocupá menus im iscrevê serto, módi vendê mais. Acinado, O Prezidenti.”

 

Morando em uma cidadezinha do interior, Zé era dono de uma casinha bem cuidada, com um belo jardim na frente e que contava com o destaque de uma árvore muito bonita. Por causa dessa árvore, Zé recebeu um apelido. Era Zé da Árvore pra cá, Zé da Árvore pra lá.

Muito tempo depois, Zé já estava irritado com a forma que lhe chamavam e decidiu cortar a árvore para dar fim ao apelido. Mas após cortar a árvore sobrou um toco, e não deu outra, começaram a chamá-lo de Zé do Toco.

Contrariado com o novo apelido, Zé contratou um tratorista para remover o toco do jardim. Mas não deu outra, o buraco que restou lhe rendeu o apelido Zé do Buraco.

Indignado com o apelido mais recente, Zé decidiu ele mesmo tapar o buraco no mesmo dia. E desse dia em diante ele ficou conhecido pela alcunha de Zé do Buraco Tapado.

 

 

– Ô cumpadi, vamo na igreja?

– Ai cumpadi não posso ir não por causa das minhas galinhas.

– Não esquenta a cabeça não, Deus cuida.

Pois aí chegaram na igreja e o Padre fala:

– Deus está aqui!

– Viiiiixii, cumpadi, minhas galinha foi-se tudo.

 

 

Zé e Cráudio prepararam um almoço juntos, e só haviam 2 pedaços de carnes na panela. Zé se serviu primeiro e pegou logo o maior pedaço de carne, mas Cráudio reclama:

  • Uai Zé, cê num pode fazê isso não!

  • Isso o quê, Cráudio?

  • Cê foi o primero a pegar a comida, e colocô o maior pedaço pro cê. É farta de educação.

  • Se fosse o cê, qual iria pegá?

  • Uai Zé, o menor.

  • Então tá tudo joia, de todo jeito o maior ia ser meu mermo.

 

 

Certa vez o caipira decidiu visitar o seu compadre, e como a distância era muito grande, pela primeira vez ele iria andar de avião. E lá estava ele, todo despreocupado, o avião já havia decolado e já estava no meio do percurso. Pegou seu cigarro de corda, acendeu e começou a fumar. De repente a aeromoça apareceu e, vendo aquele fumaceiro todo dentro do avião, foi logo dizendo para o caipira:

  • Meu senhor, você não sabe que é proibido fumar dentro da aeronave?

E o caipira responde:

  • Então abre a porta que eu vô pitá lá fora.

 

 

O caipira estava pescando no rio com a vara de pescar na mão e uma folhinha de capim na boca. De repente chega uma velhinha numa cadeira de rodas, se aproxima dele e puxa conversa. Conversa vai, conversa vem até que a velhinha diz:

  • Olha pra mim, meu filho, eu nunca fui abraçada.

O caipira coloca a vara no chão, tira a folhinha de capim da boca, dá um abraço na velha e depois volta pra pescaria.

Depois de algum tempo a velha torna a dizer:

  • Olha pra mim, meu filho, eu nunca fui beijada.

O caipira coloca a vara no chão, tira a folhinha de capim da boca, dá um beijo na velha e depois volta pra pescaria.

Depois de mais algum tempo a velha diz:

  • Olha pra mim, meu filho, eu nunca fui amassada.

O caipira coloca a vara no chão, tira a folhinha de capim da boca, dá um amasso na velha e depois volta pra pescaria.

Passou-se mais um tempo e a velha diz:

Olha pra mim, meu filho, eu nunca fui fodida.

O caipira coloca a vara no chão, tira a folhinha de capim da boca, coloca a velha na grama, quebra a cadeira de rodas, a joga no rio e diz pra velha:

  • Agora a senhora tá fodida! Quero ver a senhora voltar a pé.

 

 

Dois amigos caipiras se encontram cinco anos depois.

  • E aí cumpade como que ocê tá?

  • Eu to bem e tu?

  • Tô bem não cumpade.

  • Mas o que houve com ocê?

  • Perdi a única vaca que eu tinha.

  • Ô cumpade, sua irmã morreu, foi?

 

 

Certo dia a netinha foi para a fazenda da vovó tirar férias chegando lá ela perguntou a vovó:

— Vovó o que é aquilo pendurado de baixo do burrinho?

— Netinha querida aquilo é “qualquer coisa” do burro.

No outro dia a netinha teve que preparar o almoço porque a vovó havia ficando doente. Querendo agradar perguntou:

— O que posso fazer de almoço vovó?

A vovó sem pensar no erro que estava cometendo, respondeu:

— Qualquer coisa, querida!

 

 

O caipira tinha que ir para a cidade grande resolver um problema, mas como não queria passar vergonha na cidade grande, ficou treinando a fala na frente do espelho:

— Paster… paster… paaster… paster… — e dias se passaram. — Pasterlll… paasterlll… PASTEL! — pronto, o treinamento deu certo.

Chegando na rodoviária, foi logo entrando em uma pastelaria:

— Por favor, me dê um PASTEL!

— Pois não, senhor, de qual sabor?

— DE PARMITO, UAI.

 

 

Em plena planície, técnicos instalavam linhas de transmissão de energia nos postes. A certa altura, passa um caipira no seu trator, e ao ver os homens trabalhando começa a rir. O técnico irritado pergunta qual o motivo da risada, e o caipira ainda rindo exclama:

— Vê-se mêmo que são tudo bobão da cidade. Montaram a cerca tão alta que o gado vai passá por baixo.

 

 

Dois caipiras estão proseando debaixo de uma árvore, quando um deles comenta:

— Ôce sabia, que meu vô de 83 anos é inventô? E ele acabou de inventá uma tar de pílula do rejuvenescimento?

— Rejuvesssc… O que é isso cumpadi?

— Essa tar de pílula, ôce toma e vai ficando mais moço, e meu vô, isprementô nele mesmo!

  • E o que aconteceu?

— Ele tomou uma pílula e vortou a ter sessenta anos!

— Noooossa! E dispois?

— Ele quis fica mais moço ainda e tomou outra pílula a vortou a ter quarenta anos!

— Eita, sô.

— Num tava sastifeito e tomou mais uma pílula e vortou a ter vinte anos!

— Uai! Aí ele sossegou?

— Quar nada! ele falou qui quiria ficar iguar a um nenezinho novinho, tomou mais uma pílula e vortou a ficar com um ano e meio!

— Nossa senhora, sô, e o que aconteceu dispois?

— Aí, ele pegou sarampo e morreu!

 

 

O mineirinho vai ao circo no interior, a platéia está lotada. Ele só consegue um lugarzinho na última fila da arquibancada. Se senta e dá uma ajeitadinha no saco bem no meio de duas tábuas vergadas.

Alguns minutos depois, um leão escapa da jaula. O público se levanta e ameaça debandar. O mineirinho grita gemendo de dor:

— Senta, que o leão é manso!

 

 

Conversa de um casar de véios minero:

— Que horas são?

— São seis hora véi, vamo levantar…

— Pra que a gente levantá tão cedo se a gente num tem nada pra fazer?

— Pra proveitá a vida, uai?

— Eu proveitava a vida quando era moço e sortêro.

— Se quiser ficar sortêro é só falá!

— Eu não. A única vantagem do casamento é tê arguém pra turar a gente dispois de véio, eu queria era vortá a sê moço, uai.

— Pare de sonhá e vamo levantá pra proveitá esse dia grorioso!

— Nossa, como a senhora tá bem humorada hoje, heim véia? Sonhô com o passarin verde?

— Muito mió, eu sonhei que era o meu aniversário e eu ganhei um balaio enoooorme cheio de pinto!

— Piiiinto?

— É véio, pinto… Desses que ocê usava até um tempinho atráis…

— Mas ocê sonhou com um balaio cheio de pinto?

— Cheim de pinto; tinha pinto de tudo quanté jeito; tinha pinto grande, piqueno, fino, grosso, preto, branco, um mais bunito que o outro…

— E o meu? O meu tamém tava no balaio?

— O seu? Tava lá num cantinho incuidinho, todo ismiriguido coitadinho!

No dia seguinte:

— Boooom dia, vamo levantá minha véia, vamo levantá, vamo proveitá a vida.

— Nossa? Como ocê tá bem humorado hoje véio! Sonhô com o passarin verde?

— Muito mió. Eu sonhei que era o meu aniversário e eu ganhei um balaio enooooorme, cheio de xoxóta.

— Verdade véio?

— Verdade verdadeira! Tinha xoxóta de tudo a qué jeito: piquinininha, grandona, loira, morena, ruiva, raspada, piluda; uma mais linda que a outra.

— E me diga uma coisa véio, a minha tamém tava lá?

— Ora, craro! A sua é que era o balaio!

 

 

O mineirinho estava fazendo xixi perto de uma cerca de uma grande fazenda. Um homem que passava pela estrada á pé, observou o que o mineirinho falava enquanto fazia xixi:

— Eta trem bão, sô! Nada como a gente fazê xixi no que é nosso, sô!

O homem curioso aproximou-se do mineirinho e perguntou:

— Boa tarde senhor, desculpe-me eu lhe perguntar mas este fazendão todo é do senhor?

E o mineirinho respondeu:

— Né não senhor, eu tô falando é das minhas botas.

 

 

Três mineirinhos estavam sentados à beira de uma estrada pela manhã quando passa um carro em uma velocidade que só deu pra ver a cor. Uma hora depois o primeiro fala:

— Era Volkswagi.

Depois do almoço os três se encontram na mesma estrada e outro fala:

— Era não! Era Fórdi.

E de noitinha, novamente na estrada, o terceiro:

— Óia, eu vô imbora que num gosto de discussão.

 

 

O mineirinho acompanha a esposa ao médico ginecologista, que faz o diagnóstico:

— Meu senhor, sua esposa está precisando de verdura, ferro e cálcio.

E o mineirinho:

— Uai, dotô… Ver dura, ela tá sempre veno.

— Ferro, leva quastodia.

— Agora, se o senhor pudé colocá um cárcio, eu agardeço pruque ela tá meiforgada memo!

 

 

Um minerinho de 15 anos de idade e seu pai entraram em um shopping pela primeira vez. Eles ficaram impressionados com quase tudo o que viram, mas especialmente por duas brilhantes paredes de prata que poderiam abrir e fechar. O menino perguntou:

— Ô que é isso, pai?

O pai, respondeu:

— Ô meu fi, nunca vi nada parecido com isso na minha vida, sei o que é não.

Enquanto os dois estavam assistindo com perplexidade, uma senhora idosa, chegou perto das portas e apertou um botão. As portas se abriram e a senhora passou entre elas e entrou em um quarto pequeno. As portas fecharam e o menino e seu pai observavam o pequeno número acima das portas acender sequencialmente. Eles continuaram a assistir, até que chegou o último número. E depois os números começaram voltar na ordem inversa. Finalmente, as portas se abriram novamente e uma linda loira de mais ou menos 24 anos, saiu do quartinho. O pai, sem tirar os olhos da moça, disse ao seu filho:

— Vái buscá sua mãe agora!

 

 

Um oficial do DEA (Drug Enforcement Administration) vai a uma fazenda, no Texas e diz ao dono, um velho fazendeiro:

— Preciso inspecionar sua fazenda por plantação ilegal de maconha!

O fazendeiro responde:

— Ok, mas não vá naquele campo ali — diz, apontando para uma área cercada.

O oficial, puto da vida, diz indignado:

— O senhor sabe que tenho o poder do governo federal comigo? — e tira do bolso um crachá mostrando ao fazendeiro. — Este crachá me dá a autoridade de ir onde quero… e entrar em qualquer propriedade. Não preciso pedir ou responder a nenhuma pergunta. Está claro? Fiz-me entender?

O fazendeiro todo educado pede desculpas e volta para o que estava fazendo.

Poucos minutos depois o fazendeiro ouve uma gritaria e vê o oficial do governo federal correndo para salvar sua própria vida perseguido pelo Santa Gertrudes, o maior touro da fazenda. A cada passo o touro vai chegando mais perto do oficial, que parece que será chifrado antes de conseguir alcançar um lugar seguro. O oficial está apavorado. O fazendeiro larga suas ferramentas, corre para a cerca e grita com todas as forças de seus pulmões:

— Seu crachá! Mostre o seu CRACHÁ!

 

 

Um mineirinho bom de cama, passando por New York, pega uma americana e parte para os finalmentes. Durante a relação, a americana fica louca e começa a gritar:

— Once more, once more, once more!

E o mineirinho responde desesperado:

— Beozonte, Beozonte, Beozonte…

 

 

O caipira, que tinha passado o dia lidando com a criação, precisa ir buscar umas coisas na cidade. Vai do jeito que está, com a roupa imunda, fedendo a suor. Está passando pela pracinha com a charrete, quando um senhor, todo engravatado, com cara de almofadinha, fala:

— Porco!

E o caipira, estendo a mão:

— Prazer! José Gerônimo!

 

 

Dois amigos caipiras estavam pescando à beira de uma estrada. Perto do lugar onde se situavam, eles fixaram uma placa com os dizeres: “O fim está próximo! Mude de rumo antes que seja tarde!”

Um motorista que estava passando no local gritou para os dois:

— Não me encham a paciência, seus malucos ! Você não sabem o que estão falando. Que bobagem é essa?

Pouco tempo depois, eles ouviram um barulho muito alto. Um dos amigos falou para o outro:

— Eu estava pensando…

— Diga.

— Você não acha que era melhor a gente só ter escrito na placa “Ponte quebrada à frente”?

 

 

Durante o exame geral o médico pergunta para o caipira:

— Você sabe qual o seu tipo sanguíneo?

O caipira responde meio hesitante:

— Oia dotô, eu acho que é do tipo vermeio!

 

 

Dois compadres resolveram pagar uma promessa feita para “Nossa Senhora de Abadia” no Triângulo Mineiro. O milagre atendido pela santa foi tão grande que os dois resolveram colocar três feijões em cada botina e ir caminhando cerca de 80 quilômetros, e assim fizeram. Andaram mais ou menos 5 quilômetros e um dos compadres ficou um pouco para trás.

— Vamo, cumpade! Assim nóis num chêga a tempo pra missa.

— Ai sô! Num sei se essa ideia de colocá os fejão na butina foi boa não!

Andaram mais uns 5 km e o compadre já se arrastava e ficando cada vez mais para trás.

— Ô cumpade, num tô guentano mais os meus pé.

— Êita sô! Intão vamo arriá de baixo daquela árvore ali.

O que estava bem, sentou-se tirou a botina, estalou os dedos e deu um belo góle numa pinga. O outro se arrastando e reclamando, mal conseguiu tirar as botinas e nem quis saber da pinga.

Ao ver que os pés do amigo estavam à flor da pele, disse:

— Que que isso cumpade? Seus pé ta té pareceno que ocê tava andano discarço na braza!

— Pois é sô! Os fejão cabô com meus dedo tudo!

— Uai cumpade! Ocê num cuzinhô os fejão antes não?

 

 

O rebanho do mineirim estava doente, morrendo; ninguém conseguia curar. O veterinário da cooperativa de Guaxupé já tinha tentado todos os tratamentos possíveis. Aí ficou sabendo que havia um curandeiro nas redondezas, lá pros lados de Jacuí, que fazia umas rezas e benzeções e era a única pessoa que poderia salvar seu rebanho e o chamou.

O curandeiro disse que salvaria o gado do mineirim, mas que, para isso, teria que ficar trancado no quarto sozinho com a mulher dele — (uma morena gatíssima) — para fazer o ritual.

O caipira ficou meio preocupado, mas topou. Afinal, era a única maneira de salvar o seu gadinho…

O benzedor apanhou um pedaço de pau no quintal, foi para o quarto com a moça, apagou a luz e começou:

— Passo o pau nos joeio, pra curá os boi vermeio!

— Passo o pau nas coxa, pra curá as vaca mocha!

— Passo o pau na viría, pra curá as novía!

Nesse ponto, o mineirim, que estava ouvindo o ritual com o ouvido colado na porta, gritou depressa:

— As vaca preta e os boi zebú cê pode dêxá morrê!

 

 

Um grupo de estudantes da UFPI foi fazer uma pesquisa no recanto mais seco e desolado do Ceará, para descobrir como aquelas famílias conseguem sobreviver naquela seca tremenda.

Chegando lá se hospedaram em casa de um sertanejo muito pobre. Moravam 29 pessoas numa pequena tapera de cerca de 10 metros quadrados de pura indigência.

Começaram a observar os hábitos daquela família. Tudo anotavam. Nada escapava dos olhares daqueles estudantes sedentos de descobertas.

Uma certa noite, reunidos no pequeno terreiro, céu pleno de estrelas, uma maravilha só, conversavam quando uma palavra chamou a atenção de um dos jovens; o chefe da família sempre se referia ao conteúdo escrotal de testículos. O jovem estranhou essa palavra tão difícil ser pronunciada naquela região remota. Não contendo a curiosidade, perguntou:

— Meu caro amigo, me admira muito o senhor, aqui nessa região sem cultura, isolado do resto do mundo, onde falta comida, água, escola, as crianças vivem se protegendo embaixo das árvores para o vento não carregá-las, e o senhor fala tão difícil… que cultura!

O calejado senhor respondeu:

— Cultura nada, meu rapaz. É previnição mesmo. Ocê já pensou, nesta seca danada, nesta fome tremenda, se eu dissesse que isso aqui é ovo eu já estava capado há muito tempo!

 

 

Um casal de caipiras é convidado a responder a uma enquête do canal de televisão sobre o melhor processo para o leite não azedar. A mineirinha, não querendo passar vergonha, observa atentamente uma senhora da cidade responder:

— É ferver e deixar o resto na geladeira…

Quando chega sua vez de falar, não titubeia:

— É só tirá o que precisa e deixá o resto na vaca, uai!

 

 

O cumpadi, há muito tempo de olho na cumadi, aproveitô a ausência do cumpadi e resolveu fazer uma visitinha para ver se ela não carecia de arguma coisa. Chegando lá, os dois meio sem jeito, não estavam acostumados a ficar a sós, falaram sobre o tempo…

— Será qui chove?

— Pois é…

Ficô um grande silêncio… Aí, o cumpadi se enche de corage e resorve quebrá o gelo:

— Cumadi… qui qui ocê acha: trepemo ou tomemo um café?

— Ah, cumpadi…cê mi pegô sem pó…

 

 

Certo dia, em uma cidadezinha no interior de Minas em um boteco haviam quatro caipiras jogando cartas, quando de repente surge um carioca em sua linda pick-up. Ele entra na birosca, pede uma bebida, vai em direção aos caipiras que jogavam, soca a mesa e diz:

— Tá vendo aquela pick-up dentro dela tem um pit bull assassino.

Um dos caipiras diz:

— Óia sinhô, tenhu náda cu issu naum, máis tem um tar de cumpadi Totonho qui tem um cachorru brabu.

O carioca ao ouvir começa a rir e faz a seguinte proposta:

— Pago mil reais por um, que o meu pit bull vai liquidá-lo em cinco minutos!

O caipira levanta e vai buscar o cumpadre Totonho, de repente surge o cumpadre Totonho cheio de cana com o seu cachorro leproso e cheio de bicheiras. O carioca cai na gargalhada e zomba:

— É esse bichado que vai detonar o meu pit bull?

O carioca pede ajuda de dez caipiras para retirar o pit bull de dentro do carro. Quando todos estavam preparados para a grande briga, cumpade totonho diz para o seu cachorro:

— Naum vái me decepicionár naum hein meu bichinhu…

Então soltaram o pit bull que saiu em direção ao cachorro de compadre Totonho, que continuava imóvel. Quando se aproximou para morder levou uma
patada e caiu duro. O carioca se aproximou do cão e falou:

— Levanta meu bichinho!

Compadre Totonho respondeu:

— Uai, é ruim! Tá moito sô.

Perplexo o carioca quis comprar o cão, mas o compadre Totonho disse que não estava a venda. O carioca perguntou qual era o seu pedigree e compadre Totonho curioso perguntou:

— Uai, que isso?

O carioca falou:

— Como o senhor conseguiu esse cachorro?

E Totonho respondeu:

— Ah, a muito tempo atrás teve um circo aqui, quando foi embora o dono me deu este cãozinho que eu levei pra casa e aparei a cabeleira dele!

 

 

O mineirinho fazia muito tempo que não via a fruta… Chegou na Casa de Diversão masculina e disse para a menina:

— Quanto você cobra?

— 100 reais.

— Muito caro uai …que isso? Muito caro!

— Então 50 reais.

— Não, não… eu só tenho 12 reais.

— É muito pouco… por este valor eu não dou.

— Então eu te dou 12 reais e o meu celular.

A gata pensou, pensou, avaliou o momento econômico e disse:

— Topo.

Foram para o quarto, deram uma senhora de uma trepada…

O mineirinho levantou, botou as calças e deu 12 reais para a menina, que falou:

— E o celular?

— Anota aí… 8854-9875!

 

 

O mineirinho observando o engenheiro com o teodolito:

— Dotor, pra quê serve esse treco aí?

— É que vamos passar uma estrada por aqui, estou fazendo as medições.

— E precisa desse negócio pra fazê a estrada?

— Sim, precisa. Vocês não usam isso pra fazer estrada não?

— Ah, não, home. Aqui quando a gente qué fazê uma estrada, a gente sorta um burro e vai seguindo ele.

Por onde o bicho passá, é o mió caminho pra se fazê a estrada.

— Ahh, que interessante — respondeu o engenheiro. — E se vocês não tiverem o burro?

— Bem, daí a gente chama us engenheiro…

 

 

O mineirinho ia andando pela praia e de repente, encontra uma lâmpada. Começou a esfregá-la como tinha visto nos filmes do Aladim e eis que surge um gênio.

— Você tem direito a três pedidos — disse o gênio.

O mineirinho pensou, pensou, pensou e por fim se decidiu:

— Eu quero um queijo enorme!

— Abracadabra! — disse o gênio e apareceu um queijo enorme. — Qual é o seu segundo pedido?

O mineirinho pensou, pensou, pensou e disse:

— Eu quero uma mulher!

— Abracadabra! — disse o gênio e apareceu uma morena lindíssima. — Qual é o seu último pedido?

— Eu quero mais um queijo! — respondeu o mineirinho.

— Abracadabra! — disse o gênio e surgiu um outro queijo maior ainda. — Bem, meu amo, antes de eu ir, me satisfaça uma curiosidade. Por que você pediu dois queijos?

— É que eu fiquei com vergonha de repetir o mesmo pedido três vezes!

 

 

O cara tava passeando nas terras de um parente lá fora, quando avistou um chiqueiro. Perguntou ao cara que cuidava dos porcos:

— Qual o nome desse porco gigante?

O rapaz respondeu:

— U nomi deli é ocê!

O cara indignado, pergunta de novo:

— Como é que é?

O sujeito fala de novo:

— É ocê, naum iscuto?

O malandro, tentou ser malandro falando:

— Então aquele outro porco ali se chama pai de ocê?

O cabra não exitou:

— Naum, aqueli otro ali é o pai di ocê, i a mãe di ocê eu comi onti!

 

 

De repente, no meio de um lago em Minas, um rapaz está se afogando. Um negão pula na água, dá umas braçadas, pega o sujeito, traz pra beira do lago, e começa a fazer respiração boca a boca.

Mas como o negão é muito forte, a cada chupada, ele tira 2 litros de água, e vão três, quatro, cinco, seis chupadas. Neste momento, encosta um mineirinho franzino e diz:

— Escuita moço, num é mió se tirá a bunda dele di dentro d’água, sinão ucê acaba com nosso lago, sô!

 

 

Num pequeno vilarejo, no meio de Minas Gerais havia um armazém cujo dono, Seu Zé, se gabava de ter tudinho, qualquer coisa que se pedia no balcão. Se não tinha, fazia questão de encomendar a qualquer custo, só para atender o cliente. Com isso a fama dessa mercearia se espalhou por toda a região, e vinha gente de toda parte procurar coisas que não se achava nem na capital Belzonte. Sabendo disso, um carioca — daqueles bem folgados — estava de ferias passando por Minas e decidiu conhecer esse tal Zé do armazém. Chegando lá, pediu uma barra de direção para sua pick up importada, o Zé foi lá no fundo, e depois de alguns minutos voltou com a tal peca. O carioca, espantado pensou: “Não e possível que esse cara tenha tudo ai, vou tirar um barato da cara dele”.

Voltou para o hotel e ficou a noite toda pensando em como iria pegar o cara da venda. Pensou bem e no outro dia foi até o armazém e chegando no balcão, pediu:

— Ô Zé, você tem “Podela”?

O dono da venda olhou espantado, cocou a cabeça e pensou: “Podela”? Que diabos e isso? Nunca ouvi falar… E agora? Se eu deixar de atender esse cara ai todo metido, meu estabelecimento vai perder a fama e a clientela vai sumir! O que eu faço?” Pensou, pensou, foi ate o deposito, voltou e disse ao carioca:

— Olha, té em falta, mas vou encomendar e amanha cedo o senhor passa aqui e pega, tudo bem?

O carioca, meio desconsertado com a resposta do Mineiro, voltou para o hotel pensando: “O que será que esse mineiro vai achar com esse nome…?”

O mineiro fez de tudo, ligou para todos os seus fornecedores de produtos brasileiros e até no exterior, mas ninguém fazia nem ideia do que seria aquilo. Ele então percebeu que o carioca estava zoando com a cara dele e decidiu dar o troco.

No almoço, o mineiro comeu aquela feijoada, de noite foi ao banheiro e prrrrrrrruhhhh. Fez aquele “trem” enorme e fedorento. Pegou o troço com uma pazinha e botou no forno por umas 3 horas ate que virasse uma pedra bem dura. Dai, colocou tudo no moedor, embalou e deixou em cima do balcão com a devida identificação. No outro dia chega o carioca todo imponente com um sorriso no rosto, e, já esboçando um ar de vitória, perguntou:

— Conseguiu encontrar minha encomenda?

— Claro está aqui — disse o mineiro, mostrando o saquinho no balcão. 100 gramas sai por 10,00 reais.

O carioca então pediu:

— Me veja 200 gramas.

— Está aqui, são 20 reais.

Entã, o carioca, curioso, pegou um bocado do pó, experimentou uma pitada, pediu uma colher encheu e mandou ver, tentando descobrir o que era aquilo…

— Isso aqui e bosssssssstaaaaaaaa!

O mineiro então riu e disse:

— Não, isso é o PÓ DELA…

 

 

O caipira chegou na Zona. Imediatamente a madame bateu palmas e chamou as meninas:

— Tem homem no salão!

Desceu Noêmia que estava precisando de dinheiro para acertar as contas do quarto e de umas roupinhas que comprara. Foram para o quarto e Noêmia começou o trivial. No meio da folia o caipira perguntou:

— Voismicê faz o que a Zefinha faz?

Noêmia preferiu mostrar a responder. Com seus brios de profissional desafiados resolveu caprichar no tratamento ao freguês. Fez de tudo. Descanso, cigarrinho e já recomeçaram com a pergunta do caipira:

— Voismicê faz o que a Zefinha faz?

Noêmia decidiu se superar. Fez até a Cadeira do Patinho que quase já esquecera como era. Um show! Novo intervalo, cigarrinho de palha e o recomeço da função iniciada com a pergunta fatal:

— Voismicê faz o que a Zefinha faz?

Noêmia teve um ataque de furor erótico. Fez barba, cabelo e bigode. A Cadeira do Patinho voltou, agora com estofamento de couro e descanso pra cabeça. Uma louca! Ao término, exausta, quase não acreditou quando o caipira perguntou:

— Voismicê faz o que a Zefinha faz?

Noêmia não se conteve. Pulou da cama, dedo em riste e perguntou aos brados:

— Afinal o que é que a Zefinha faz?

O caipira acabando de enrolar o cigarrinho, respondeu com um sorriso fininho:

— Fiado!

 

 

O Seu Antônio, aproveitando a viagem a Belzonte, foi ao médico fazer um ‘xecápi’. Pergunta ao médico:

— Seu Antônio, o senhor está em muito boa forma para 40 anos.

— E eu disse ter 40 anos?

— Quantos anos o senhor tem?

— Fiz 57 em maio que passou.

— Puxa! E quantos anos tinha seu pai quando morreu?

— E eu disse que meu pai morreu?

— Oh, desculpe! Quantos anos tem seu pai?

— O véio tem 81.

— 81? Que bom! E quantos anos tinha seu avô quando morreu?

— E eu disse que ele morreu?

— Sinto muito. E quantos anos ele tem?

— 103, e anda de bicicleta até hoje.

— Fico feliz em saber. E seu bisavô? Morreu de quê?

— E eu disse que ele tinha morrido? Ele está com 124 e vai casar na semana que vem.

— Agora já é demais! — Diz o médico revoltado.

— Por que um homem de 124 anos iria querer casar?

— E eu disse que ele queria se casar? Queria nada, ele engravidou a moça…

 

 

Lá na roça, um menino e uma menina foram criados juntos, desde que eram bem miudim… O tempo foi passando, passando, eles foi crescendo, crescendo. Aí se casaro. No dia do casório, sacumé, povo da roça nao viaja na lua de mér, já vai direto pra casinha de pau a pique. Chegano lá na casinha, o Zé, muito tímido, vira para Maria e fala:

— Ó Maria, nois vai tirano a rôpa, mais ocê num mi óia nem ieu ti óio, vamu ficar dis costa.

Maria responde:

— Tá bão Zé. Intaum eu num ti óio e ocê num mi óia, cumbinado.

Nisso Maria abre a malinha de papelão novinha que ganhou do pai, tira a camisola que ganhou da mãe.
Maria tira a roupa. Ao vestir a camisola notou que a mãe tinha lavado, ponhou no sór pra módi quará e ficá bem branquinha. Tava um capricho só a camisola. Só que a véia usou goma demais pra passar a camisola, deixando muito engomada. Maria então diz:

— Meu Deus ducéu, cuma é qui eu vô drumi com um trem duro desse?

Aí o Zé fala:

— Ah Maria! Assim num vale! Ocê mi oiô né?

 

 

Um dia o mineiro resolveu pescar sozinho porque já estava cheio de tanta gente em volta dele. Vara na mão, lata de minhoca e lá vai ele pro rio, bem cedinho. No caminho ele encontra um caboclinho que começa a acompanhá-lo.

E o mineiro já pensando: “Ô saco, será que esse caboclinho vai ficar grudado ni mim?”.

Chegaram no rio e o caboclinho do lado sem falar nada.

O mineiro se arruma todo, começa a pescar e também não fala nada.

Passam 3 horas e o caboclinho acocorado olhando sem dar um pio.

Passam 6 horas e o caboclinho só zoiando …

Já no finalzinho do dia o mineiro ficou com pena e oferecendo a vara pro caboclinho disse:

— O mininim, qué pesca um cadim?

E o caboclinho responde:

— Deus me livre moço, tem paciênça não, sô!

 

 

O caipira entrou no consultório e meio sem jeito foi falando:

— Dotô, o negócio não sobe mais. Já tomei de tudo quanto foi chá de pranta mas não sobe mais memo.

— Ah não, meu amigo. Vou te passar um medicamento que vai deixar você novo em folha. São cinquenta comprimidos, um por dia.

— Mais dotô, eu sou um home simpris da roça. Só sei conta inté deiz nos dedos e mais nada.

— Então você vai numa papelaria, compra um caderno de cinquenta folhas. Cada folha um comprimido. Quando o caderno acabar você já vai estar curado. A receita está aqui.

— Brigado dotô. Vô ingora memo compra o tar caderno.

E logo que saiu do prédio avistou de fato uma papelaria ali perto. Entrou, a moça veio atender.

— Eu precisava de um caderno de cinquenta fôia.

— É brochura?

— Médico fio da puta. Já andou espaiando meu pobrema por aí…

 

 

Uma semana depois do Natal, o primo granfino foi visitar o primo caipira. Chegando lá ele disse:

— Oi primo. Como passou o natal? E o que ganhou de presente?

E o primo caipira respondeu:

— Ah, eu passei bem. Não ganhei nada não.

O primo granfino falou:

— Eu ganhei um iPod.

E o primo caipira respondeu:

— Oh, também ganhei isso aí da sua irmã, a prima.

— Mas como? De que marca? — Perguntou o granfino.

— É que no dia do Natal, eu e a prima tava tomando banho de cachoeira. Aí eu fui devagarinho, cheguei por trás e a prima falou: Aí pode. Mas ó primo, não sei se isso tem marca não. Mais aqui nóis chama de cu mesmo…

 

 

Dois caipiras chegam à capital. Estavam morrendo de fome e entram num restaurante chique, não sabendo o que pedir, resolvem imitar o rico que estava na mesa ao lado.

O rico da mesa pede uma entrada.

— Garçom, pra nóis também…

O rico pede um prato lá todo especial.

— Garcom, pra nóis também…

O rico resolve repetir o prato.

— Garçom, pra nóis também…

Segue desse modo e os caipiras continuam morrendo de fome.

O rico termina e diz ao garcom:

— Poderia arrumar-me um engraxate?

— Garçom, pra nóis também…

O rico ouvindo isto diz aos caipiras:

— Olhe, meus amigos, eu creio que um engraxate dá para nós três…

Os caipiras imediatamente:

— Não senhor! O senhor come o seu que a gente come o nosso!

 

fonte: http://www.osvigaristas.com.br/

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