E se outras espécies evoluíssem junto conosco?

E se os Neandertais não tivessem sido extintos e vivessem na terra junto a nós? E se os macacos, dinossauros e outros animais tivessem evoluído junto com o homem, como seria a vida na Terra hoje em dia? Como poderíamos dividir o mundo com uma espécie mais forte do que a nossa? Bom, é difícil imaginar como seria a nossa vida, mas nos das Fatos Desconhecidos vamos tentar mostrar como poderia ser o mundo com essas condições.

Um zelador de um zoológico de Toronto está dando a orangotangos alguns iPads, mas não é apenas para eles se divertirem, mas sim para a aprendizagem. Eles fazem parte de um programa chamado “Apps fo Apes”, que atualmente está em 13 zoológicos e centros de animais de todo o mundo. O programa foi feito para estimular a aprendizagem dos orangotangos. Parece interessante, mas e se os orangotangos ficassem tão inteligentes quanto nós? Será que seria uma boa ideia?

“Orangotangos aprendem observando e imitando”, diz o zelador Berridge. “Aplicando (aprendizagem por observação) para um iPad e apps que eu acho que pode ter um grande potencial para abrir a porta para a comunicação simples e aprendizagem.”

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Bom, se basearmos no filme Planeta dos Macacos, com certeza poderíamos ficar com medo de uma revolução dos orangotangos, mas de acordo com Berridge nós não precisamos nos preocupar, pois os orangotangos como uma espécie, acredita-se ter 15 milhões de anos e eles evoluíram sem interferência humana até 200 anos atrás. Mas será que eles poderiam evoluir de uma maneira que chegasse próximo a nós? Será que um dia eles poderiam ser reconhecidos como uma sociedade igual a nossa? Bom, isso nós não sabemos se poderia ser bom ou ruim.

Segundo o neurocientista Dr. Lori Marino, especialista em mamíferos marinhos da Universidade de Emory, golfinhos e botos, da ordem dos cetáceos, são considerados a segunda espécie mais inteligente do planeta. Segundo ele, esses animais tem grandes níveis de inteligência que fica abaixo apenas dos seres humanos modernos e acima de qualquer outro mamífero.

Marino diz que acha que ninguém poderia tomar o nosso lugar, especialmente os golfinhos. Ele explica que: “A razão é: Golfinhos têm sido bem sucedidas como uma espécie muito inteligentes, ou melhor, uma ordem de mamíferos, por dezenas de milhões de anos. Se desaparecer, a única coisa que realmente iria acontecer é que eles estariam livres para continuar suas vidas. Eu não acho que haveria qualquer razão para que se tornem qualquer coisa como nós.”

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Os cefalópodes, que são polvos e lulas, passam medo em muita gente por aí, pois eles tem armas como aquelas tintas que eles soltam e são animais pegajosos, o que causa uma certa intimidação. Mas será que eles poderiam tomar conta do planeta? Dr. Russel Burke, professor de biologia da Universidade Hofstra, especializado em ecologia e evolução, tem algumas previsões sobre a evolução do cérebro dessa espécie: “”Os cefalópodes tem um monte de características que nós pensamos como sendo importante em seres humanos”, diz Burke. “Então, primeiro, eles têm cérebros relativamente grandes. Em relação ao seu tamanho corporal, eles têm grandes cérebros.”

Burke diz que eles tem grandes olhos relacionados com o grande cérebro, o que significa que eles podem agir da mesma forma que nós. Os cefalópodes podem manipular claramente os objetos, eles podem usar facilmente uma ferramenta. Elas não constroem nada além de abrigos, mas certamente depois de alguns milhões de anos eles poderiam evoluir, dado alguns fatores, e construir outros tipos de coisas. Bom, nós não podemos prever se eles irão evoluir até esse ponto, mas que pode dar um certo medo na gente disso nós temos a certeza.

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Mas e se os dinossauros não tivessem sido extintos? Eles estariam no topo da cadeia alimentar? Bom, certamente não, pois eles não teriam inteligência o suficiente para se tornarem bípedes, colocarem um terno e sair por aí para procurar um emprego. Para Marino e outros cientistas, nenhuma sociedade semelhante a humana poderia ser uma espécie mais bem sucedida que a nossa, portanto não precisamos nos preocupar, porque isso nunca irá acontecer. Na verdade não existe uma resposta absoluta para uma pergunta como esta, existem muitos fatores que podem influenciar a qualquer espécie de tomar o nosso lugar. Até podemos imaginar um cenário onde não existam mais humanos pelo fato de estarmos causando grandes estragos em nosso planeta e a todas as espécies que aqui habitam.

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“Estamos em um evento de extinção em massa”, diz Marino. “Não há esperança para a adaptação para sair desta situação para estes animais. Nós somos como o cometa que atingiu os dinossauros, só nós somos um cometa que está batendo todos os dias “.

William Harcourt-Smith, um paleontólogo do Museu Americano de História Natural, disse que nesse mundo hipotético, poderiam existir três possíveis relações entre os seres humanos e outras espécies. Em uma declaração, William disse que possivelmente haveria vários conflitos entre as espécies, e declara o seguinte: “Dado o conhecimento de como os humanos se comportam dentro de suas espécies, infindáveis conflitos intertribais e guerras que, infelizmente, se arrastam há muitos milhares de anos, acho que sempre que os recursos se tornassem um problema, ou ideologias concorrentes se tornassem um problema, haveria um conflito”.

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Se uma das espécies fosse um pouco mais inteligente, mais forte ou mais desenvolvidas com tecnologias, com certeza uma das espécies acabaria, pois iria existir uma grande guerra com os neandertais, por exemplo. William diz que se depois de dezenas de milhares de anos de confrontos entre seres humanos e outras espécies ninguém ganhasse a guerra, as espécies iriam gradualmente se equilibrar, preenchendo regiões geograficamente separadas ou se adaptando uma espécie a outra (seria mais difícil de acontecer). Uma espécie poderia desenvolver apetite apenas por um tipo de carne, por exemplo, enquanto os seres humanos poderiam gostar de outro tipo de carne, fazendo com que haja uma forma de equilíbrio.

Com certeza se isso tivesse acontecido, os seres humanos e outra espécie iriam desenvolver sistemas culturais que ensinasse a uma espécie evitar a outra, pois isso é o que as outras espécies fazem sob essas circunstâncias. “Contanto que não haja competição, uma espécie iria simplesmente ignorar uns aos outros. Dois macacos de espécies diferentes podem viver em uma mesma árvore sem se interagir” explica William.

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Mas quais seriam as espécies que poderiam evoluir? Bom, eles poderiam ter evoluído dos macacos, dos golfinhos, dos cavalos, mas existem três características que seriam necessárias para alguma espécie avançar. Primeiro, você precisa de habilidades cognitivas que lhe permitam construir coisas. Você deve ter planejamento e ser capaz de pensar fora do espaço e tempo em um sentido abstrato, a fim de criar esse objeto. Segundo ele, eles precisariam de uma forma de manipular os objetos com força e firmeza, assim como os humanos manipulam as coisas. E por último seria a transmissão cultural, pois ela é necessária. É muito raro encontrar um único ser humano que sabe construir um computador a partir do zero, por exemplo.

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Mas pode haver mais uma análise, será que poderia existir outro grupo de terráqueos altamente inteligentes? Para William, ao longo do tempo (cerca de milhões ou bilhões de anos), muita coisa poderia acontecer. William explica que: “Nós não sabemos o que o futuro reserva, outras espécies de mamíferos avançados podem evoluir”. Para que isso aconteça, seria preciso um acontecimento catastrófico para que a população humana diminuísse, abrindo o caminho para outras espécies.

E aí amigos, acham que seria possível outra espécie altamente evoluída conviver em equilíbrio com o homem? Comentem!

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