Diferenças Culturais Entre Brasileiros e Americanos

Morar em um novo país como os Estados Unidos envolve uma série de mudanças. Além da distância das origens, da mudança de cenário e de língua, o principal (e que muita gente esquece ou desconhece) é a imersão numa nova cultura, com hábitos, costumes e leis bem diferentes. E, claro, como tudo, isso tem o lado bom (aprender muito, conhecer coisas e gente nova) e o lado ruim (ser pego fazendo coisa errada e se dar mal). Mas este, ainda bem, pode ser evitado. Como? Simples: com um pouco de informação é fácil driblar as diferenças culturais do dia-a-dia e ainda por cima se beneficiar de algumas delas. Por isso, veja a seguir as principais diferenças que podem evitar que você se dê mal na nova empreitada. Preste atenção e aproveite!

  • Para dirigir, a habilitação brasileira só vale pelos três primeiros meses. Depois disso, é preciso tirar a habilitação americana (que normalmente sai no mesmo dia).

  • Quando você já estiver dirigindo, fique esperto: placa de PARE (STOP) nos EUA significa PARE mesmo. Ainda que sejam duas ou três horas da manhã, não é para diminuir a velocidade e seguir (como se faz em muitos lugares por aqui), precisa parar antes de seguir.

  • Outra de trânsito: as multas são dadas pelos guardas de trânsito. Não tem radar. Por isso, não adianta reclamar, recorrer, etc. O flagra é ao vivo. E mais: eles estão em qualquer lugar, você nunca sabe onde vai encontrá-los (ou vice-versa). Por isso, não dê bobeira.

  • É proibido beber em qualquer lugar público. Para os maiores de 21 anos (que é o drinking age), beber andando na calçada, praia, clube, campus, etc, dá cadeia.

  • Boate só vai até duas da manhã. Quando dá duas horas, a luz acende na sua cara mesmo. Portanto, não fique no meio da pista com a aquela cada de espanto, perguntando “o que aconteceu?”, que vai ser o maior mico.

  • Raramente, um homem cumprimenta uma mulher com beijinhos no rosto. O cumprimento é um aperto de mão. Dê uma checada no seu ambiente antes de começar a distribuir beijinhos para a mulherada. Elas podem interpretar mal.

  • O sinal de OK (com a mão) nos EUA é extremamente comum. Em alguns países (entre eles o Brasil), o sinal de OK (com um leve posicionamento diferente da mão) significa uma ofensa. Por isso, não se ofenda se alguém dirigir um gesto como esse para você. Não vá arrumar encrenca à toa.

  • Falar mal dos EUA para algum americano vai colocar o estudante em uma situação bem desconfortável. Os americanos são muito patriotas. Afinal, como você se sentiria se um estrangeiro viesse para o Brasil e começasse a falar mal do seu país para você?

  • O frio americano é bem diferente do frio brasileiro. Se nos EUA, as temperaturas são bem mais baixas (exceção Florida, Havaí, Califórnia, e outros estados do Sul), no Brasil passa-se muito mais frio por causa da falta de calefação e de estrutura para o frio. Lá eles estão super preparados e você não sofre como imagina que poderia sofrer. Aliás, nem perto disso. Fique tranqüilo.

  • Na faculdade, os professores (o treinador ou qualquer pessoa em uma posição de hierarquia) devem ser chamados de Mister (ou então seu título Doctor, Professor, etc) e depois seu sobrenome. Muitos não gostam e não aceitam serem chamados pelo primeiro nome ou mesmo APENAS pelo sobrenome. É interpretado como desrespeito, e isso lá é muito sério.

  • Nas universidades os alunos dão nota para o professor no final do semestre. Os diretores de cada departamento entregam uma avaliação para você preencher, com critérios definidos. Preste atenção na hora de avaliar. Uma cultura que ainda rola em alguns lugares por aqui, a de que professor bom é o que reprova, porque, teoricamente, é severo, durão, não existe por lá. Nos EUA, professor bom é o que tem seus alunos aprovados e com boas notas, porque considera-se que ele ensina melhor.

  • Nas universidades americanas, as pessoas vão à biblioteca para estudar. Apenas isso. Portanto, se você estava acostumado a ir com seus amigos fazer trabalho, jogar conversa fora na biblioteca da sua escola, esqueça. Conversar ou fazer barulho na biblioteca da faculdade é um grande mico. Vai todo mundo olhar pra você ao mesmo tempo com cara de “Cala a boca! Você não sabe onde está?”. Imagine a situação… e previna-se.

  • Ainda na faculdade: não pense em pedir cola ou colar perto dos americanos. Eles são ultra competitivos até na parte acadêmica, não vão te ajudar e são capazes de delatar você ao professor. Fique esperto!

  • Outro mico a ser evitado: não se assuste se uma sirene estrondosa tocar às três da manhã. É o famoso FIRE DRILL, treinamento de incêndio. Todo mundo, mas todo mundo mesmo, tem que descer e ficar fora do prédio. Vem a polícia, os bombeiros, parece tudo verdade, mas não é. Depois de um tempo, eles mandam todo mundo de volta para os seus quartos.

  • Ainda no item Fire Drill, cuidado com mais um mico. Se tiver cozinha no seu quarto, preste atenção para não deixar o hambúrguer fritar demais ou a torrada passar do ponto da torradeira. Isso pode provocar uma fumaça que dispara o alarme de incêndio. Só que aí não vai ser treinamento. VOCÊ disparou o alarme de incêndio. O ideal é evitar isso, mas se não der, ligue para a administração do dorm e para a polícia avisando que foi um erro, e explique o que aconteceu. Não esqueça de pedir desculpas.

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