Cronicas muito engraçadas e divertidas – Quê dia!

Aquela diferença de dois mil reais parecia coisa de saci. Mesmo ele se esforçando bastante para não errar, prestando bastante atenção em tudo, alguma coisinha ainda passava, mas sumir dois mil reais, assim do nada já era demais. Era uma quantia muito grande.

O pior é que ele não fazia a menor idéia de onde é que tinha ido parar aquele dinheiro todo. Ele estava mais atento que nunca. Será que foi alguma coisa que ele pagou duas vezes? Algum problema com o sistema do banco? Na verdade ele estava numa maré de azar daquelas bem bravas,ele estava vivendo uma daquelas situações onde tudo dá errado e pra coisa melhorar só com oração forte.
No Início ele ficou muito nervoso, mas depois foi se acalmando. Ficar estressado não iria ajudar a resolver a situação e nem muito menos faria com que o dinheiro voltasse para o caixa. Pensou ele. Então o jeito foi relaxar e  colocar a cabeça para funcionar. Ele tentava também se lembrar de alguma coisa diferente que possa ter acontecido. Nada lhe veio à mente.
Por mais que ele tentasse se lembrar foi inútil. Nenhuma pista apareceu. Ele pensou: Só pode ter sido aquele imposto da Mecânica Rio Bonito que ele havia recebido na boca do caixa. O valor era exatamente de dois mil reais. Ufa! Que bom que eu me lembrei disso, com certeza tinha sido aquele pagamento. O rapaz da mecânica ficou conversando com ele e isso foi o bastante para que ele se distraísse.Pensou ele.
Agora, mais aliviado ele podia relaxar. O relaxamento foi tanto que deu vontade de ir ao banheiro fazer a operação número dois.
Que Dia! Eu não vejo a hora desse dia acabar. Amanhã bem cedo vou resolver de vez esse caso da diferença e torcer para que nada mais aconteça, pensava ele.
No banheiro, completamente envolvido com os seu pensamentos ele relaxou. Assim que ele terminou a delicada operação ele esticou o braço para procurar o material necessário para finalizar os trabalhos e…Cadê o material de apoio?…Infelizmente, aquele dia ruim ainda não havia terminado. É como diz um ditado popular: Não há nada que esteja ruim que não possa ser piorado. Que dia!

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