Cronicas mais Engraçadas e Divertidas – O Flanelhinha, Nosso Amigo que jamais nos Abandona

Como ela não ia demorar muito, pois o banco à tarde era mais calmo, ela parou o carro naquela rua lateral porque na avenida principal era proibido estacionar. No entanto, hoje, como em qualquer cidade grande do nosso país, basta estacionar no meio fio e desligar o motor do carro que, imediatamente, não se sabe de onde eles surgem. Com uma técnica infalível de aproximação logo chegam e:

  • Aí chefia! Posso dar uma olhada? Ou

  • Patrão! Tô de olho. Pode ficar tranqüilo.

Aquele era um flanelinha diferenciado. Assim que ela desligou o motor do carro aproximou-se dela um garotinho de mais ou menos uns oito anos de idade que, segurando a porta para ela descer, foi logo dizendo:

  • Tia, pode deixar que eu vou tomar conta do carro da senhora.

Embora o garotinho fosse bastante esperto e educado ela achou que ele era muito pequeno para estar lá na rua fazendo aquele tipo de “trabalho”. Ela falou:

  • Garotinho, você não acha que é muito pequeno para estar aqui na rua?

  • Não tia, não sou não! Pode ficar tranqüila que eu vou tomar conta do seu carro direitinho, eu já tenho oito anos, já sou um mocinho.

  • E se aparecer alguém querendo roubar o meu carro o que você vai fazer? Perguntou ela.

  • Eu pego esse apito aqui e assopro bem forte que, rapidão o meu tio Cidão e o Meu irmão Zito, que estão na rua de baixo vêm correndo me ajudar. E tem mais: Tá vendo aquela casa que tem o portão verde?

  • Sim, estou vendo. E daí?

  • Ali dentro está o meu cachorro, o Cabeção, é só chamar ele que ele ataca e morde qualquer pessoa que eu mandar.

  • E você não vai para a escola?

  • Eu já fui hoje de manhã. Eu estudo só até as onze horas.

Ela, apesar de não concordar muito com aquela situação ficou feliz de ver uma criança tão pequena ser tão esperta e estar procurando o caminho do trabalho honesto ao invés de ficar na rua fazendo um monte de coisas erradas.

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