Crise financeira ameaça as tradicionais festas juninas no Sertão do Brasil

Restando pouco mais de 20 dias do início de junho, o mês mais festejado do ano para o nordestino, que comemora com entusiasmo as festas de Santo Antônio, São Pedro e São João, mantendo assim uma tradição centenária por esses cantos do sertão. Nas últimas décadas, essa tradição ganhou força, se renovou, ampliando os festejos que passaram a receber grandes atrações musicais, incentivo do poder público municipal, do governo do estado e também de órgãos federais ligados à cultura, turismo e lazer. Literalmente os arraiás se tornaram o ponto de encontro de multidões, atraindo a cada ano, mais forrozeiros, gente de longe, filhos da terra, enfim, os festejos juninos em nossa região. Os festejos que têm início no dia 1º com as homenagens a Santo Antônio em Paramirim, até o último dia de festa em homenagem a São Pedro em Rio do Pires e Oliveira dos Brejinhos, tornaram-se conhecidos a nível estadual. Cada festa organizada com amor, dedicação e zelo pelas tradições, possuem suas peculiaridades. Cada município com o seu jeito singular, convida, recepciona e alegra visitantes de todos os cantos, fazendo-se realizar em praça pública, de forma igual e irrestrita, os folguedos juninos. Oportunidade maior de reencontro de um povo com suas raízes, motivo de convergência e confraternização, quando os que residem em outras terras, se fazem presentes no torrão natal para as festanças, fogueiras, comidas típicas, fogos, muito xote, arrasta-pé e baião.

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