Como funciona a rotina de um profissional autônomo?


O profissional autônomo é quem presta serviços sem vínculos empregatícios. Ele deve estar disposto a assumir os riscos e todos os encargos, bem como a organização da própria rotina de trabalho e o ônus de ter uma demanda de trabalho que não é fixa.

Ao mesmo tempo, o autônomo tem a liberdade para decidir onde, como e qual será o seu tempo para realizar trabalhos que chegam a ele por meio de contratos temporários ou pacotes de serviços. Podendo manter a sua própria organização, quem trabalha dessa forma deve buscar anunciar o seu trabalho com muita iniciativa para que a divulgação seja eficiente.

Além disso, o autônomo tem mais liberdade para negociar salários e prazos e sua principal ferramenta de trabalho é a sua competência para realizar determinados tipos de serviço. Quer saber mais sobre como funciona esse regime de trabalho e qual a rotina de um profissional autônomo? Acompanhe este post até o final!

Diferenças entre profissional autônomo e profissional liberal

O profissional liberal é aquele que tem formação técnica ou universitária para exercer atividades. O profissional autônomo, por outro lado, é qualquer pessoa que trabalhe por conta própria, não necessariamente depois de obter qualificação profissional.

Vale lembrar que, em um mundo cada vez mais competitivo, mesmo que seja possível atuar sem formação técnica, ter conhecimento agrega valor e confere mais confiabilidade ao trabalho do profissional. Certamente, aquele que estudou, se profissionalizou e se mantém atualizado, em um momento de escolha, será o contratado para o trabalho. Portanto, o profissional autônomo deve buscar a qualificação do seu serviço

O trabalho livre requer um bom planejamento financeiro, já que o fluxo nem sempre será contínuo e ainda assim impostos são recolhidos. São eles que garantem a manutenção da categoria como regulamentada no mercado profissional.

Regulamentação desse tipo de serviço

A regulamentação do profissional autônomo exige que ele tenha cadastro na prefeitura. Para isso, o trabalhador deve se inscrever no Cadastro de Contribuintes Mobiliários (CCM) na secretaria de finanças da cidade.

Quando a situação financeira do profissional for de maior dimensão, é mais vantajoso que o autônomo abra uma empresa, tendo um CNPJ, pois nesse caso os tributos são menores. A abertura é aconselhada para rendimentos mensais superiores a 5 mil reais.

Funcionamento do MEI e ME

No tópico anterior, tratamos de algumas vantagens relacionadas a abrir um CNPJ. Mas você sabe o que envolve esse processo? A seguir, falaremos sobre como funciona o MEI e o ME — siglas para designar microempreendedor individual e microempresa, respectivamente.

Microempreendedor Individual – MEI

O Microempreendedor Individual ou simplesmente MEI, é a categoria de CNPJ criada para trazer algumas facilidades para um segmento específico de pequenos empreendimentos. Antes do MEI, pequenos negócios eram enquadrados em outra categoria de tributação na qual o volume de encargos ameaçava a sobrevivência de milhões de empreendimentos e representava um desincentivo à formalização.

Justamente por ser destinado a microempreendedores, “fazer” o MEI é muito rápido e fácil. Todo o procedimento se dá pelo Portal do Microempreendedor, onde você pode encontrar todas as instruções de forma bastante clara quanto ao que deve ser feito. Além disso, o regime de tributação é outro grande atrativo. Pessoas jurídicas inscritas no MEI estão isentas de uma série de impostos como Imposto de Renda, PIS, Cofins, IPI e CSLL.

Os custos envolvidos para manutenção do MEI são apenas 5% do salário-fmínimo vigente e uma taxa, praticamente simbólica, referente a ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias) e ISS (Imposto sobre Serviço). Atualmente, somados todos esses custos, o valor mensal para a manutenção do MEI gira em torno de R$ 50,00. Existe ainda a vantagem de poder pagar essas taxas por meio de um único documento, que é o Documento de Arrecadação do Simples Nacional.

Para ter acesso a todas essas facilidades, é preciso cumprir alguns requisitos importantes. O principal deles é: o faturamento anual do negócio não pode ultrapassar R$ 60.000,00. Além disso, o titular do CNPJ não pode ter vínculo com nenhuma outra empresa, seja como sócio ou como titular. Ademais, a empresa pode ter apenas um funcionário cujo salário mensal não pode ser superior a um salário mínimo.

Microempresa – ME

Se o seu negócio é um pouco mais robusto e está fora das condições impostas para o MEI, você ainda pode abrir uma microempresa, a chamada ME, que assim como o MEI, também possui algumas regras a serem seguidas. Nesse sentido, podemos dizer que a diferença entre as duas modalidades de inscrição de pessoa jurídica é que para a microempresa o limite de funcionários passa a ser nove, sendo que não existe um teto para a remuneração.

Além disso, o faturamento anual da empresa não pode ultrapassar R$ 360.000,00. A ME também pode se submeter às regras validadas para o Simples Nacional, mesmo regime de tributação do MEI. No entanto, em vez de ter os impostos reunidos em uma taxa única, a microempresa é tributada de forma proporcional ao seu faturamento.

Outros pontos positivos de se tornar pessoa jurídica

Há outros pontos positivos além das questões já levantadas em relação às facilidades de se ter uma pessoa jurídica. O principal deles diz respeito à credibilidade de seu negócio. Na relação com seus clientes, seja você profissional liberal ou autônomo, apresentar-se como pessoa jurídica faz toda a diferença.

Outro ponto importante é que a maioria das empresas não escolhe prestadores de serviço que não emitam nota fiscal — embora não seja necessário ter o MEI ou ME para fazer a emissão, tudo fica mais fácil se você estiver formalizado.

Ao mesmo tempo, a formalização exige algumas obrigações, como declaração de Imposto de Renda, trâmites burocráticos para a emissão de nota fiscal, entre outras obrigações que devem ser incorporadas à rotina de um profissional autônomo.

Vantagens de ser um profissional autônomo

Não ter carteira assinada muitas vezes assusta aqueles que estão pensando em trabalhar de forma autônoma; mas, na verdade, há diversas vantagens nesse regime de trabalho. Vamos conhecer algumas delas a seguir:

Flexibilidade de horários

Trabalhar sem nenhum vínculo específico com uma empresa permite que o profissional escolha o turno, a quantidade de horas e a distribuição das tarefas ao longo do prazo. Com esse regime de trabalho mais flexível, você pode escolher a rotina de trabalho que melhor se enquadra em seu perfil e isso terá reflexo positivo em sua produtividade.

Mais oportunidades

Nos últimos tempos, o mercado está cada vez mais difícil para quem está em busca de trabalho formal. Livres de pagar tributos, as empresas optam por terceirizar muitas demandas e acabam movimentando o trabalho autônomo, que não passa pela mesma crise.

Local e mobilidade

Trabalhe em qualquer lugar que estiver. Esse é um dos principais atrativos para quem opta por ser autônomo em algumas áreas. Afinal, o deslocamento casa/trabalho é um dos principais gargalos para quem vive nas médias e grandes cidades brasileiras.

Direito de contribuir para o INSS

Os autônomos também podem se beneficiar da previdência social. Basta contribuir de forma regular para ter direito a aposentadoria, salário-maternidade, entre outros benefícios. Quem é MEI, por exemplo, ao pagar a taxa única, contribuí automaticamente para o INSS.

Os profissionais autônomos trabalham da forma que preferem e garantem renda tanto quanto profissionais liberais. Essa maneira de trabalho é ótima para quem consegue ser organizado com o seu tempo e com as suas coisas, prefere mais flexibilidade e não se sente intimidado por certa quantidade de instabilidade.

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