Como as astronautas lidam com a menstruação no espaço?

Você já parou para pensar como as astronautas lidam com a menstruação no espaço?

Em um diário de bordo publicado pela NASA, a primeira astronauta mulher dos Estados Unidos, Sally Ride, disse que menstruar no espaço é um tanto quanto mais bagunçado, mas funciona igualzinho à Terra.

O ciclo menstrual não é alterado e não existe o perigo do sangue ficar retido no útero e causar infecções.

A complicação fica por conta de outras questões, como por exemplo, o número de absorventes para levar no espaço.

Segundo Sally, em suas primeiras missões, os engenheiros não faziam ideia de quantos absorventes colocar na nave: “Eles simplesmente não sabiam o que fazer. Queriam mandar 100 absorventes para uma semana de missão, sendo que eu usaria, no máximo, uns 20”, afirma.

Como o assunto continua sendo um desafio até hoje as universidades de Baylor e King’s, na Inglaterra, fizeram um estudo com as dificuldades enfrentadas pelas astronautas.

Alguns deles foram: os dispositivos que captam a urina nas naves não foram projetados para receber sangue menstrual, manter a higiene pessoal das mulheres neste período é praticamente impossível porque não há água em abundância a bordo e, por último, durante a troca de absorventes, o sangue se espalha no ar e flutua.

Por isso que menstruar em gravidade zero ainda não é uma opção muito prática. A NASA recomenda que as mulheres utilizem métodos hormonais para interromper este processo biológico enquanto estiverem em uma missão espacial.

As astronautas continuam interrompendo a menstruação usando a pílula anticoncepcional. A ideia é que estudos ajudem a trazer novas soluções para um problema prático.

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