Com pipa de náilon e bambu, artesão cria ‘drone caipira’ no interior de SP

Pipa com câmera acoplada na linha ganhou o apelido de drone caipira (Foto: Cláudio Oliveira/EPTV)

O artesão Luciano Semeão, de 39 anos, não gostava de empinar pipa quando criança. Mas o sonho de ver o mundo que os pássaros enxergam o fez mudar de ideia e usar a criatividade. Com tecido de náilon, bambu, uma câmera de alta resolução suspensa em uma linha e coragem de arriscar, o morador de Cajuru (SP) criou um equipamento de baixo custo que apelidou de “drone caipira”.

A invenção, que não passou de R$ 15, segundo Semeão, há dois meses foi a saída encontrada para registrar paisagens lá de cima e matar um pouco a vontade de voar sem desembolsar o mesmo que gastaria com um equipamento profissional – encontrado por preços que variam de R$ 200 a R$ 20 mil.

Eu sempre tive fascínio por voar. Sempre imaginei como seria lá de cima, mas não tinha dinheiro para comprar um drone ou voar. Eu já tinha uma câmera e comecei a inventar umas coisas pra erguê-la”, conta o artesão.

Sem condições de pagar por aulas para ser piloto de avião ou comprar uma asa-delta, Semeão começou imaginando coisas que pudessem elevar com segurança sua câmera o mais alto possível. Depois de descartar improvisos como um balão de hélio e de se frustrar com uma pipa comprada pela internet, aprendeu a costurar e confeccionou a sua própria com um tecido de náilon, resistente para suportar o peso de seu equipamento de filmagem e com armações para não fechar com a força do vento.

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