Casamentos engraçados – Histórias Engraçadas

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Elizabeth, 32 anos, professora
Uma vez, fui em um casamento em Paray, na região francesa de Borgonha. Quando soube que era em uma basílica romana, pensei logo naquelas igrejas bem antigas, com paredes grossas e poucas janelas, ou seja, sem muita luz e nada de calor. Sim, a questão da temperatura eu realmente acertei em cheio. Era o fim do mês de novembro, inverno na França, e a missa demorou muito para terminar. Paray é um lugar de peregrinação, então o significado religioso dos casamentos é muito importante. Os convidados quase morreram de frio. Tanto que dava para ouvir a voz deles tremendo enquanto cantavam durante a cerimônia. No fim, em vez do champanhe geladinho que sempre busco nas festas, entrei na fila da sopa e do vinho, bem pensados pelos noivos para esquentar os presentes.

 

Karine, 29 anos, vendedora
Sabe aquela regrinha dos casamentos que recomenda não usar nada branco ou bege, para não tirar o brilho da noiva? A mãe de uma amiga casou de novo e fez justamente o contrário: pediu a todos os convidados que se vestissem de noivos também. Foi muito engraçado, porque todos entraram na brincadeira. Muitas pessoas que já eram casadas foram até com as roupas que usaram no próprio casamento. As crianças eram as mais feliezes, principalmente as meninas, que adoraram se vestir como princesas e ver seus pais dessa maneira. A melhor parte foi quando uma amiga chegou com seu vestido de noiva aberto nas costas, pois disse que já era impossível fechá-lo novamente. No fim, a ideia rendeu boas risadas e muita conversa.

 

 

Chloé, 24 anos, estudante
Fui a um casamento onde dançamos rock, principalmente o “acrobático”. Isso porque os convidados me chamavam para dançar e eu me deixava guiar, muito bem, com os olhos fechados. Até que um em especial me deixou cansada: me passou por suas pernas, voltou, me fez girar várias vezes. Uau, eu nem sabia que era capaz de acompanhar tantas acrobacias!Dança trágica
Meu namorado, muito auto-confiante, me propôs uma dança com looping. Sim, ele queria me lançar na frente de todos em um pulo estilo Cirque du Soleil. Pensei que poderia não ser tão complicado e aceitei sem pensar duas vezes. Bem, lá fomos nós para o centro da pista de dança, sob os olhares da festa inteira. Começamos, ele me joga… E a única coisa que sinto é minha cabeça batendo com toda a força em uma peça de mármore que estava próxima. Só vi estrelas e acordei estatelada no chão. Que bonito! Na frente de pelo menos 20 pessoas que nunca tinha visto na vida…

Resultado: passei o resto da noite em um quarto escuro, deitada com um saco de gelo na cabeça. Estava com tanta vergonha que não ousei sair de lá antes de a festa acabar.
Camille, 28 anos, veterinária
O casamento do meu irmão foi incrível. Uma festa com chapéus, 500 convidados, um castelo com um jardim magnífico. Resumo: o estilo de festa em que todo cuidado é pouco com o álcool e o ambiente, já que todos estão muito empolgados.Onde está Tiphaine?
Tudo estava bem até que percebemos que minha prima Tiphaine, de 19 anos, havia desaparecido. Bem educada, bonita, com uma carinha de anjo e um noivo que toda mãe deseja para a filha. Eram 2h da manhã e meus tios, pais dela, já estavam preocupados, pois ela nem atendia o celular. Pedimos, então, que o irmão dela a procurasse no jardim. Ele foi e voltou meia hora depois sem respostas. Fomos até o estacionamento e nada também. Ficamos tensos, afinal, ela havia bebido e algo grave pode ter acontecido.

Enfim a encontramos…
Minha última ideia foi pegar um carro e procurá-la nos arredores. Nesse momento, cena digna do filme Titanic: uma mão aparece no vidro esfumaçado do carro. Era minha prima, se agarrando sem escrúpulos com o irmão da noiva. Nem preciso dizer como seu irmão mais velho ficou furioso. Mas ainda bem que meus tios não viram nada e culparam os efeitos do champanhe pelo cabelo bagunçado e o vestido amassado de Tiphaine.

Victoire, 32 anos, gerente de vendas
Em uma festa de casamento da família, encontrei um cara com quem trabalhava há um certo tempo. Ele já me cumprimentou puxando assunto sobre um projeto da empresa e clientes que o atormentavam. Eu não aguentava mais! Ainda bem que naquele momento uma prima que procurava um pretendente passou por nós. Mais do que depressa apresentei os dois, saindo de fininho logo em seguida.Mas…
Enfim, aconteceu o que eu já esperava: depois de uma noite ardente, minha prima logo o abandonou. O coitado passou o mês inteiro indo até minha mesa para conversar sobre o assunto, pedindo para que eu o ajudasse a reconquistá-la.

Marie, 23 anos, vendedora
Minha melhor amiga se casou há alguns meses. Eu a achei estranha durante a cerimônia, um pouco pálida. Logo compreendi. Quando seu pai a ofereceu uma taça de champanhe, ela gritou: “Não posso, estou grávida!”. E caiu em lágrimas. Todos ao redor a felicitaram e abraçaram, emocionados. Ela havia feito um teste de gravidez naquela manhã e o resultado foi positivo. O mais engraçado? A cara do noivo, que também descobriu naquela hora! Ela não havia tido tempo de contar antes.

Sophie, 23 anos, secretária
Minha prima se apaixonou com um congolês, com quem se casou. Acontece que nossa família é muito católica e bem tradicional e conservadora. Quando o casamento com um negro foi anunciado nem todos gostaram da novidade. Os pombinhos resolveram, então, fazer da festa uma manifestação contra o preconceito. No dia da cerimônia, Julie, que é loira de olhos azuis, apareceu linda com um vestido de noiva preto, enquanto o noivo usou um terno branco. Eles estavam magníficos! O efeito foi ótimo: ninguém ousou soltar qualquer comentário preconceituoso durante a noite. No fim, o momento se tornou uma grande troca de emoções entre diferentes culturas.

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