Burro

Equus africanus asinus é uma subespécie de mamíferos perissodáctilos cujo nome popular é asno ou burrojumentojeguejerico ou ainda asno-doméstico. De tamanho médio, focinho e orelhas compridas, é utilizado desde a Pré-história como animal de carga. Os ancestrais selvagens dos asnos foram domesticados por volta de 5 000 a.C., praticamente ao mesmo tempo que os cavalos, e, desde então, têm sido utilizados pelos homens como animais de carga e montaria.

No Brasil, o termo “burro” pode designar não a espécie Equus africanus asinus, mas o cruzamento entre essa espécie e a Equus ferus caballus (cavalo) quando resulta num animal de gênero macho,[1] aquilo que em Portugal se designa como “macho”; quando esse mesmo cruzamento resulta num espécime fêmea, é designado como “mula”.

Os asnos classificam-se dentro da ordem dos Perissodáctilos, e à família Equidae, à qual também pertencem os cavalos, pertencendo ambos a um único gênero, os Equídeos (Equus).

Origens

Camponês no interior do estado do Maranhão, no Brasil, usando um jumento como meio de transporte.

Sua origem está ligada à Abissínia, onde era conhecido como onagro ou burro-selvagem. O burro é, desde tempos remotos, simultaneamente utilizado no meio rural para auxiliar nas tarefas agrícolas e para transporte.

Há séculos que é feito o cruzamento entre asno e cavalo, de que resulta um híbrido denominado muar ou mu, com características de ambas as raças: robustez, capacidade de adaptação a caminhos acidentados e a meio ambiente adverso, docilidade; pernas mais longas e, portanto, maior velocidade, maior facilidade de treino.

Etimologia

Burra amamentando filhote

A palavra “asno” é derivada do termo que designa esse animal em latim, asinu, e que também é usada em seu nome científico para designar a subespécie doméstica.[2] Os termos, também latinos, que designam seu gênero e espécie, Equus africanus, significam, literalmente, “cavalo africano”.

As palavras “burro” e “burrico”, por sua vez, são derivações regressivas do latim burricus, que significa “pequeno cavalo”.[3][4][5]

A origem do termo “jegue” é controversa, mas, segundo algumas fontes, tem origem no termo inglês jackassJackass foi formado de duas palavras: (1) jack, aqui servindo apenas para indicar o sexo masculino do animal (Jack é apelido ou diminutivo de John e serve para designar um homem qualquer); (2) ass, burro.[6]

Ofensa

Em Portugal, Angola e Moçambique, tal como no Brasil, chamar burro a alguém é uma ofensa. Um indivíduo burro é um indivíduo pouco inteligente, estúpido, teimoso, ignorante, com pouco entendimento, sem conhecimento geral nem criatividade.

No Brasil, é famosa a expressão ideia de jerico, sendo “jerico” um regionalismo para burro, também usado em Portugal.

Referências na literatura

Sancho Pança e seu asno – Monumento a Cervantes na Praça de Espanha, em Madri

O antigo convívio com a espécie humana traz uma grande número de referências culturais na literatura e no folclore popular. As Fábulas de Esopousam a figura do burrinho para representar os humildes. Apuleio tem uma obra intitulada O Asno de Ouro.

Foi por muito tempo o símbolo da ignorância, como em “Sonhos de Uma Noite de Verão”, de Shakespeare. Pinóquio é outro exemplo de fábula onde um menino mau é transformado num burrico.

Aparece diversas vezes na iconografia cristã, como na fuga para o Egito e no Domingo de Ramos, quando Jesus entrou em Jerusalém montado em um asno.

Raça Autóctone Portuguesa

  • Burro-de-miranda

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