9 inventores e cientistas negros do passado



A história dos afro-descendentes é culturalmente excluída de praticamente todos os relatos históricos ao longo dos anos. Infelizmente, grande cientistas e inventores, principalmente dos últimos dois séculos, não tem recebido o merecido reconhecimento. Porém, essa realidade tem sido mudada.

Há alguns dias fora publicada a verdadeira história do whiskey Jack Daniel’s, que dava todo crédito aos senhores Jack Daniel e Dan Call, quando na verdade o principal responsável pela qualidade da destilaria da bebida foi o escravo, obviamente, afro-americano Nearis Green.

Pensando nesse relato e em tantas outras pessoas negras que não tiveram devido reconhecimento é que a redação da Fatos Desconhecidos selecionou essa listinha com 9 inventores e cientistas negros do passado. É importante lembrarmos que não temos o intuito de criticar, julgar, nem impor verdades absolutas. nosso objetivo é único e exclusivo de informar e entreter.

Por isso, o conteúdo da matéria é referente àquelas pessoas que se identificarem. Sendo assim, tentemos nos informar e, tentar, divertir um pouco. Confira:

9 – Garrett Morgan (1877 – 1963)

Garrett A. Morgan (courtesy photo)

Aos quatorze anos saiu de sua cidade natal, em Kentucky, para ir morar em Ohio, em busca de uma vida melhor. Morgan trabalhou como mecânico de máquinas de costura e, mais para frente, abriu sua própria empresa na área, também uma sapataria entre outras coisas.

Quando ficou sabendo de um incêndio na fábrica Triangle Shirtwaist, invetou e construiu um “capô de segurança e protetor de fumaça”. Com o uso desse novo produto de proteção, ele e dois outros ganharam reconhecimento nacional, assim como os heróis fazem, os três homens colaboraram com equipes de resgate na busca por homens presos em uma explosão no túnel embaixo do Lago Erie.

Além de patentear a Máscara de Gás, também patenteou uma versão dos sinais de trânsito, mas que nunca foi utilizada.

8 – Elijah MacCoy (1844 – 1929)

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Era de Edinburg, estudou e se formou em engenharia, conquistou 57 patentes nos Estados Unidos. Provavelmente, sua maior e mais conhecida invenção é o “lubrificante automático” tanto para locomotivas quanto para motores a vapor, que permitia que trabalhasse mais rápido. O Sr.

Elijah McCoy é o verdadeiro homem por trás da frase “O McCoy real”, que quer dizer “A coisa real”. Alguns histórias dizem que os técnicos que trabalhavam na manutenção dos trens sempre questionavam os vendedores sobre a legitimidade do dispositivo com a seguinte frase (McCoy real?) ou se tratava de falsificações.

7 – Sarah E. Goode (1850 – 1905)

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Foi a primeira mulher afro-descendente a ter uma patente concedida pela EUA Trades Mark, no dia 14 de julho de 1885, por ter inventado a “cama dobrável”. Quando a Guerra Civil Americana acabou, Sarah foi libertada, mudando-se para Chicago, onde se tornou uma grande empresária do ramo de móveis. Por vezes, seus clientes reclamavvam que não possuíam espaço em suas casas para colocar as camas, por conta disso, Goode teve a ideia de criar um projeto de uma cama que dobrasse.

6 – Lonnie G. Johnson (1949 – )

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É um engenheiro e inventor que fundou sua própria empresa que, posteriormente, foi vendida à Hasbro. Criou um dos brinquedos mais vendidos nos anos de 1991 e 1992, o SuperSoaker, gerando mais de 200 milhões de dólares em vendas. E não só com brinquedos, Johnson, trabalhava, também se dedicou ao desenvolvimento de novas tecnologias energéticas, o que incluía variados tipos de baterias recarregáveis, usinas de energia solar e geradores de energia térmica oceânica.

5 – C. J. Walker (1867 – 1919)

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Nasceu Sarah Beedlov, em Delta, Louisiana. Teve uma infância de escravidão e abusos. Superando seus traumas, conseguiu fundar a C.J. Walker Manufacturin Company. Naquela época não era comum a existência de produtos para tratamento de doenças do couro cabeludo.

Que eram muito comuns devido a inexistência de água encanada, muito menos produtos de lavagem capilar. Essa foi a principal motivação de C.J. para a invenção da Loção de crescimento capilar. Foi a primeira mulher afro-descendente a se tornar milionária, na América.

4 – Daniel Hale Williams (1856 – 1931)

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Filho de um barbeiro da Pensilvânia, Daniel deixou o aprendizado de sapateiro para seguir sua vocação na medicina. Se formou na Escola de Medicina de Chicago em 1883, e foi um dos quatro médicos afro-descendentes de Chicago.

Por conta do preconceito instituído aos descendentes de africanos, que os mantinha longe dos estudos das áreas de enfermagem e medicina, foi que fundou o primeiro hospital americano afro-descendente, assim como o primeiro curso de enfermagem totalmente voltado para essa etnia.

O Dr. Williams foi o primeiro médico a realizar uma cirurgia cardíaca com o tórax aberto, que teve um resultado positivo.

3 – George Washington Carver (1864 – 1943)

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Nascido no Missouri, foi incessante em sua busca por conhecimento e educação. Conseguiu se formar na faculdade aos 30 anos. Teve forte influência nas pesquisas e promoções de alternativas agrícolas para o cultivo de algodão, batata doce e amendoim. Descobriu mais de 300 utilizações para o amendoim, além de outras centenas para a soja, nozes e batata doce. Entre suas maiores descobertas estão a utilização desses produtos na fabricação de manteiga de amendoim, papel, tinta e óleos. Foi professor de agronomia do Instituto de Tuskegee.

2 – Lewis Latimer (1848 – 1928)

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Serviu na Marinha dos Estados Unidos, depois começou a trabalhar em um escritório de advocacia de patentes. Começou como Office-Boy, depois foi promovido para o setor interno, quando seu chefe percebeu seu talento com o desenho de esboços. Em 1874, co-patenteou um sistema higiênico para o aperfeiçoamento de vagões ferroviários, nomeado Closet.

Quando jovem, Alexander Graham Bell, contratou os serviços de Latimer para criar esboços para sua maior invenção, o telefone. Algum tempo depois, Lewis começou a trabalhar para Thomas Edison, recebendo a patente do Processo para fabricação de filamentos de carbono. Que se tratava de um método para melhorar as produções de filamentos de carbono para lâmpadas incandescentes.

1 – Nearis Green

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Nos relatos, desmentidos, até poucos dias, Jack Daniel aprendeu o processo de destilação ainda adolescente com um amigo, o pastor Dan Call, no ano de 1866. Ao que todos conhecem, Jack Daniel foi o inventor do whiskey Jack Daniel’s. Agora, o que pouca gente, ainda, sabe é que o escravo Nearis Green foi peça fundamental no processo de fabricação dessa bebida.

A real história é que, Daniel foi o verdadeiro responsável por ensinar as técnicas de purificação do produto. Há 150 anos, a participação de um afro-americano na história da bebida era considerada uma mancha no nome da marca. Por isso, ao invés de Green, fora registrado o nome de Call. Essa, é uma versão que existia há muitos anos mas, que nunca foi confirmada pela empresa.

No século XIX, a participação de escravos no processo de produção de whiskeys era muito comum, principalmente na região sul dos Estados Unidos. Eram responsáveis pelo trabalho pesado e técnicas de destilaria, não apenas, eram forçados a tal trabalho.

A correção histórica começou a ser divulgada nas visitas guiadas ao centro da destilaria da empresa, no Tennessee. O tour oficial pela fábrica recebe anualmente algo em torno de 250 mil visitantes. Desde então, a verdadeira versão sobre a criação de um dos whiskeys mais famosos do mundo é contada.

Então pessoal, será que vocês já conheciam essas pessoas e suas histórias? Conhecem mais algum outro que não foi incluso nessa lista? Sugestões, dúvidas, correções? Não se esqueçam de comentar com a gente!

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