7 assuntos sobre saúde que são difíceis de discutir com sua parceira



Nunca é fácil começar uma conversa com “querida, preciso te dizer uma coisa”, especialmente quando o assunto é a sua saúde ou a dela. Por mais que você queira dizer a verdade, sabe que alguns assuntos podem realmente azedar uma relação por um tempo. Como a escritora, editora, socióloga e sexóloga Carol Queen sugere, “aprender mais sobre o problema, pode facilitar imensamente estas conversas. Conversar com um conselheiro experiente também pode ser um bom plano, a fim de aprender a melhor maneira de abordar uma questão”.

Ainda assim, nunca será fácil. De higiene a doenças geradas por aventuras sexuais, veja 7 questões de saúde que são complicadas de se abordar com sua parceira. Descubra como lidar com cada uma dessas situações.


1. Questões sexuais Falar sobre sexo poderia ser bem mais fácil, mas quando seu relacionamento parece ter algumas barreiras entre os lençóis, muitas vezes é preciso pisar em ovos ao tocar no assunto. Estas questões podem variar de dispareunia (dor durante a relação sexual para as mulheres), falta de libido, até doença de Peyronie (acúmulo de tecido cicatricial no pênis, o que pode causar dor), ejaculação precoce, disfunção erétil, inibição de orgasmo e muito mais. A autora e professora de psicologia Ramani Durvasula, Ph.D, da California State University, diz que “o melhor momento para discutir isso não é na cama, mas quando ambos estiverem calmos e capazes de falar sobre os problemas e cuidar deles como um casal”. Segundo ela, “em muitos casos, uma conversa franca e aberta muitas vezes pode levar seu parceiro a fazer revelações sobre si mesmo”. 2. Doença mental Não há como dourar a pílula: transtornos mentais, incluindo bipolaridade, depressão e distúrbios de personalidade, podem fazer uma pessoa ter baixa autoestima, problemas emocionais, paranoia, agressividade, falta de empatia, comportamento errático e outros problemas difíceis de se compartilhar. Qualquer uma destas coisas pode criar desafios para um relacionamento por conta de um estigma ou mal entendido. Durvasula diz que “trimestralmente, eu pergunto aos meus alunos se eles iriam a um segundo encontro se sua acompanhante confessasse ter transtorno bipolar. Infelizmente, a maioria esmagadora diz que não, então isso pode ser uma preocupação real para aqueles que lutam contra a doença. Dependendo do quão crônicos e debilitantes os sintomas forem, uma conversa construtiva pode ser bem aceita. Você pode preparar seu parceiro para a conversa e mostrar que vocês podem lidar com a situação”. 3. Incidentes traumáticos Certos traumas não resolvidos podem acabar destruindo uma relação. De acordo com Stephanie K. Glassman, Psy. D, “Sobreviventes de traumas podem se sentir vulneráveis, confusos e inseguros”. Segundo ela, “o impacto do trauma não afeta apenas a sobrevivência do indivíduo, o que muitas vezes pode custar caro para alguns importantes relacionamentos pessoais”. Eventos traumáticos podem incluir aqueles que ocorreram apenas uma vez, como um acidente de carro, estupro ou agressão, bem como aqueles que continuaram durante certo período de tempo, como o abuso infantil, violência doméstica ou separação. Jennifer Lehr, terapeuta familiar e de casais, criadora do WeConcile, um programa para os casais que estão em busca de ajuda, sugere: “se você quer evitar que um trauma cause o eventual rompimento do seu relacionamento, compreenda suas feridas para curá-las e pense em seu relacionamento como um lugar onde se constrói uma ponte entre as diferenças do casal. Você deve compartilhar suas feridas com seu parceiro, pois ele faz parte da relação. Um parceiro deve ser capaz de apoiar o outro, caso este tenha sofrido algum trauma”. 4. Predisposições genéticas e problemas de saúde Você e seu amor já começaram a falar sobre os pontos fortes que a genética de cada um pode oferecer para um possível filho? Este pode ser o momento para trazer à tona os desagradáveis traços genéticos da sua família. A Dra. Durvasula diz que “embora este tipo de conversa esteja sempre no campo das possibilidades, ainda pode ser difícil discutir questões deste tipo, especialmente se você está prestes a noivar ou casar”.
Ela aconselha que, mesmo em um futuro distante, você fale com seu parceiro sobre qualquer predisposição genética em sua família, como certos tipos de câncer, doença de Alzheimer ou outras condições do tipo. 5. Vício De acordo com a definição médica, um vício é uma dependência persistente e compulsiva de um comportamento (jogar, comprar, comer, fazer sexo ou mesmo de uma substância como álcool ou cocaína). Se o seu parceiro for viciado em algo, a Dra. Sara Schwarzbaum, fundadora do Couples Counseling Associates e professora da Northeastern Illinois University aconselha que você fale sobre o assunto enquanto ele está sóbrio e bem descansado. Ronald B. Cox Jr., Ph.D, da Oklahoma State University Center for Family Resilienceafirma que “a força, persistência e entendimento do parceiro são cruciais para a recuperação de um viciado, mas este deve estar ciente o tempo todo de que é responsável por seus atos. As chances de recuperação aumentam quando você evita tomar as dores da pessoa ou adotar um comportamento permissivo”. Ele ainda afirma que “seu parceiro não é uma pessoa ruim, mas uma pessoa com uma doença ruim, que pode afetar seriamente seu relacionamento”. 6. Problemas de bexiga, intestino, etc Nada mata um relacionamento com mais eficácia do que falar demais sobre o que você faz ou não no banheiro. Mas se você for um dos 1,6 milhões de americanos que sofrem com a doença de Crohn ou com uma colite ulcerosa (de acordo com aCrohn’s and Colitis of America), falar sobre isso com seu parceiro, é essencial. A síndrome do intestino irritável, distúrbios da bexiga e outras condições que podem causar incontinência urinária estão entre os temas mais estranhos para se falar com seu parceiro. A psicóloga especialista em relacionamentos Karen Stewart, Psy.D, diz que “embora seja desconfortável falar sobre estes assuntos, lembre-se de que seu parceiro é a pessoa mais próxima que existe em sua vida”. Além disso, abordar e resolver problemas como um casal pode tornar os parceiros mais unidos. Sendo assim, ela aconselha que você considere falar sobre o assunto.

7. Infertilidade
Se você está em um relacionamento que parece caminhar para um eventual casamento, é preciso considerar se o casal quer filhos e se ambos são capazes de ter um. Afinal, de acordo com o site resolve.org, um em cada oito casais tem dificuldade em ter filhos. E o ASRM.org relata que um terço dos casos de infertilidade é atribuído à parceira, um terço ao parceiro e um terço a uma combinação de problemas ou a algo inexplicável. Eventualmente, você precisará falar sobre isso.

Para falar sobre infertilidade, a escritora, editora, socióloga e sexóloga Carol Queen diz que “se você tem a sensação de que a discussão se faz muito necessária, é melhor abordar o assunto relativamente cedo no relacionamento. Se as coisas estão ficando sérias e ele está pensando em ter filhos, é absolutamente relevante falar sobre isso, pois a questão poderia afetar gravemente a compatibilidade do casal”.

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