6 coisas estranhas que os seres humanos fazem e as explicações para elas

Por mais que a ciência tenha evoluído, o corpo humano ainda guarda pequenos e grandes mistérios. Algumas de nossas reações parecem completamente sem sentido. Mas por mais estranhas que algumas reações podem parecer, tudo tem uma razão de ser. Podemos não entender os mecanismos do nosso corpo, mas a ciência já se encarrou de compreendê-los melhor.

Alguns destes hábitos que parecem estranho são herança de nossos antepassados. Com a evolução, muitas destas artimanhas que o corpo encontra para driblar o frio, ameaças e outros antagonistas, se tornaram obsoletas com o aprimoramento das tecnologias e as mudança culturais.

Selecionamos algumas dessas coisas estranhas que os seres humanos fazem e as explicações para elas. Confira abaixo se algumas destas teorias já haviam passado pela sua cabeça. Se é que você já tinha pensado sobre elas…

1 – Beijar de olho fechado

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Você pode pensar “é mais romântico”. Ok, mas a ciência também tem suas razões. Segundo um estudo da Universidade de Londres, na Inglaterra, as pessoas fecham os olhos para manter o foco na tarefa que estão realizando. Isso significa que o cérebro tem dificuldade em processar um sentido ao mesmo tempo em que tem um estímulo visual. Já se sabia que o aumento das exigências de uma tarefa visual poderia reduzir a atenção em estímulos visuais e auditivos, explica Sandra Murphy, uma das autoras do estudo, em uma entrevista ao jornal inglês The Independent. Assim, os cientistas chegaram à conclusão que as pessoas estavam mais sensíveis ao tato quando seus olhos estavam fechados.

2- Sensação de estar caindo ao dormir

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“Cair” no sono literalmente! E levar um baita susto! Você está lá, super confortável em sua cama, olhinhos fechando, e de repente vem aquela sensação de estar em queda. Pois tem um nome para isso: mioclonia única do adormecer. O espasmo costuma acontecer uma vez por noite, geralmente na passagem do estágio mais leve do sono para aquele mais profundo, o sono REM. A sensação é causada por uma contração abrupta e involuntária dos músculos de todo o corpo, causando um desequilíbrio momentâneo mesmo para quem está deitado. Como não é considerado um problema neurológico, quase não tem sido estudado.

3 – Sentir nojo

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É tão espontânea a sensação de nojo, que parece ser uma reação inconsciente. E é! A aversão a comidas estragadas, certos tipos de animais e locais, por exemplo, é uma mecanismo de defesa do organismo, para nos manter longe de agentes que possam transmitir doenças. Por ser vantajoso para a nossa própria sobrevivência, a sensação de nojo é uma herança genética de nossos antepassados. Mas por que algumas pessoas sentem repulsa a algumas coisas que não incomodam nenhum pouco outras? Simples! Porque há também um aspecto cultural muito forte que estimula a aversão em cada indivíduo. Por isso que certos insetos podem ser apreciados na culinária oriental, mas embrulharem o estômago dos ocidentais.

4 – Bocejar quando alguém boceja

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Seria o bocejo “contagioso”? Bom, esse é um grande mistério inclusive para os cientistas. Não há uma resposta exata. Normalmente, bocejamos quando estamos muito cansados ou entediados. Segundo cientistas, essa é uma reação do nosso organismo para nos manter em alerta e ventilar nosso cérebro, pois assim captamos mais oxigênio e aumentamos a frequência cardíaca. Mas por que “copiamos”? Segundo um estudo da Universidade Federal Paulista (Unifesp), isso se deve à ação dos neurônios-espelho. Essas células gravam a forma como nos comportamos em determinadas situações e irão basear nossas ações futuras nos comportamentos passados – quando choramos, por exemplo, essas células entram em ação para determinar como iremos chorar novamente. De acordo com essa mesma pesquisa, o bocejo também teria sido uma forma de comunicação não-verbal entre nossos antepassados, para indicar mudanças no ambiente, como ameças de predadores ou prenúncio de tempestades.

5 – Por que soluçamos?

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Não tem nada mais irritante que soluços. O “hic hic” é uma espécie de “pane” na sincronia do diafragma com a glote. Quando comemos demais, ingerimos bebidas muito quentes, geladas ou com muito gás, o estômago incha, disparando as contrações do nervo frênico, que é o músculo que controla o diafragma. O barulho desagradável é provocado pelas cordas vocais, que se movimentam com a passagem do ar. Para controlar a crise de soluços, é preciso relaxar novamente o diafragma. Os especialistas sugerem segurar o ar, cessando a respiração pelo nariz e pela boca por um tempo ou tomar um copo com água ou com suco “virando” de uma só vez. Um bom susto pode curar um ataque de soluços, pois faz o organismo liberar adrenalina, que ativa o nervo frênico, fazendo-o interromper as contrações.

6 – Arrepios

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Já sentiu aquele “frio” na espinha? Pois esse arrepio de medo tem uma explicação: é um mecanismo de defesa do corpo enviado ao cérebro. Essa também é uma sensação que herdamos dos nossos antepassados. Quando eles se assustavam com um suposto predador, os cabelos arrepiados se tornaram um útil mecanismo de defesa. A herança dessa resposta fisiológica explica porque o medo está relacionado com o frio. Calafrios também surgem quando sentimos qualquer tipo de surpresa ou emoção intensa, mesmo em uma música.

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