5 segredos bizarros que nunca te contaram sobre tirar sangue

Close up on a donor blood bag

Se, de repente, você precisar urgentemente de uma doação de sangue, talvez não seja possível. Você sabe por que? Menos de 10% das pessoas aptas a doar sangue, realmente o fazem. Talvez você deva parar e refletir sobre dever ou não doar sangue na próxima vez que tiver oportunidade.

Lembre-se que milhares de pessoas precisam de transfusão de sangue todos os dias e, desejamos que não mas, talvez um dia você também possa necessitar. O principal motivo pelo qual as campanhas de doação de sangue são sempre intensas é porque o “produto”, infelizmente, está sempre em falta.

Esse é um forte motivo para que os hospitais e seus responsáveis sofram com tomadas de decisões seríssimas quando se trata da utilização do material. Numa entrevista um especialista no assunto, Dr. Matthew, conta algumas “coisinhas” que podem tornar essa tarefa muito mais difícil.

É importante lembrarmos que não estamos aqui para criticar, julgar, muito menos impor verdades absolutas. Nosso objetivo é único e exclusivo de informar e entreter, no caso dessa matéria, também de conscientizar. Por isso, o conteúdo se destina àqueles que se identificarem.

Por isso a redação selecionou essa listinha com 5 segredos bizarros que nunca te contaram sobre tirar sangue. Confira:

1 – O hospital decide

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Aparentemente as tomadas de decisões por trás de uma transfusão de sangue parecem muito simples. Basta fazê-la toda vez que uma pessoa precisar de transfusão, certo? Errado. De acordo um médico, Dr. Matthew, raramente é tão simples assim. Ele conta que: “Tivemos um garoto de 20 e poucos anos, supostamente membro de uma gangue, que foi esfaqueado no intestino.

Esse garoto passou por todo nosso estoque de sangue, durante dias. Tinhamos o objetivo de levá-lo para cirurgia mas, só pudemos fazê-la quando seu organismo ficou mais estável. Tivemos de convocar uma comissão de ética para decidir sobre o fornecimento de sangue para ele. Felizmente, para todo mundo, o simples fato de termos ligado para o eticista, nos convenceu de que a cirurgia era o melhor caminho.

E o garoto acabou se recuperando bem.” Já ao contrário, nem todos esses dilemas acabam bem. o mesmo médico tinha outro paciente que teve hemorragia gastrointestinal, o que exigia até dez bolsas de sangue, tipo O, por dia. Isso não os permitia ter reservas para os outros pacientes, o que fez com que o Dr. Matthew tivesse um longo diálogo com o médico assistente e disse que, se precisasse, teria que dar prioridade a outros pacientes.

No final, apesar de ter quantidade suficiente de sangue disponível, a criança morreu devido à sua doença. Mas, essa é uma realidade de quando não se tem sangue suficiente. Decisões desagradavelmente duras precisam ser tomadas. Mesmo assim, acredita que o sangue transfundido ao paciente que faleceu não foi desperdiçado. “O único sangue que pode ser considerado perdido é aquele que não é transfundido a um paciente com necessidade.”

2 – Os hospitais podem ficar totalmente sem estoque de sangue

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Apesar de não ser tão comum no Brasil, alguma vez você deve ter visto, no local onde trabalha, estuda ou, até mesmo, na rua, propagandas sobre a importância da doação de sangue. Caso você não saiba, inclusive, existe o Dia Mundial do Doador de Sangue, mesmo que ele não tenha cativado muito as pessoas.

De qualquer maneira, menos de 10% das pessoas que podem vão doar sangue, mesmo quando se trata de uma desculpa para faltar ao trabalho. O que quer dizer que, no final das contas, a escassez pode se tornar fatal. O Dr. Matthew disse conta que: “Uma vez, fiquei acordado a noite toda, assustado, desejando que nada acontecesse, que ninguém entrasse pelas portas de emergência, porque só tínhamos quatro bolsas de sangue em estoque.”

Então, ele solicitou mais sangue no banco de sangue. “Se uma cirurgia de emergência tivesse aparecido teria se tornado em uma transfusão maciça, assim, qualquer um dos pacientes poderia ter morrido e não haveria nada que pudéssemos fazer.”

O grande problema é que os hospitais fazem mais transfusões do que precisam. Muitas vezes por conta da ignorância sobre o que pode ser esperado de uma bolsa de sangue e os tipos de níveis sanguíneos que são manipulados de forma correta. Não é raro ver médicos “entupindo” os pacientes de sangue antes de saírem para um fim de semana.

E não é apenas questão de desperdício, um excesso de transfusão pode resultar na elevação da pressão arterial, redução do bombeamento sanguíneo, efeitos que podem levar à morte do paciente. No entanto, os hospitais tentam manter os hospitais, por falta de informação, preferem manter um paciente quase “afogando” em sangue.

3 – Doadores de sangue mentem constantemente sobre sua saúde

Hospital do Subúrbio completa um ano de funcionamentoNa foto: Doação de sangue no Hemoba - Hospital do SubúrbioFoto: Carol Garcia / SECOM

Por mais difícil que seja convencer as pessoas a doarem sangue, por que pessoas ainda insistem em tentar doar sangue, mesmo sabendo que sangue infectado é descartado e, na pior das hipóteses, até poderia matar alguém?

Normalmente as pessoas não estão interessadas em doar sangue mas, no que elas podem ganhar com isso. É muito comum os bancos de sangue darem “brindes” aos doadores. Sendo esse o único motivo de várias pessoas que possuem certas doenças, por exemplo Hepatite B ou C, a irem doar e nunca mais voltarem.

4 – Ridículas regras sobre homossexuais

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Desde 1977, a FDA não permite que homens que tiveram relações sexuais com outros homens doem sanngue. Isso foi por conta do resultado de uma epidemia de HIV, além de falta de conhecimento e testes limitados. Agora existe um bom controle sobre o teste de HIV, as chances de se contrair essa doença através de transfusões de sangue é de uma em dois milhões. Infelizmente, mesmo os gays que são monogâmicos e usam proteção, ainda, não podem doar sangue. Mesmo que, atualmente, seja necessário apenas 25 dias após o sexo para que a doença possa ser detectada.

5 – Dar ao paciente o tipo errado de sangue

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Como vocês já sabem, existem os mais diferentes tipos de sangues e, para que possam ser transfundidos é necessário que haja total compatibilidade entre doador e receptor. Mas, será que você sabe o que acontece quando uma pessoa recebe um tipo diferente de sangue? Por exemplo, se você é Tipo A e recebe o Tipo B, seu corpo irá “encurralar” e matar todas as células do Tipo B.

Essa reação é imediatamente grave, seus sistema imunológico reconhece os glóbulos estranhos e os ataca através de anti-corpos, que perfuram um buraco na membrana da célula transfundida e as destrói. Esses glóbulos perfurados liberam a hemoglobina dentro delas, que é tóxico para os rins. Assim, os rins começam a falhar, desenvolvendo um efeito dominó no organismo.

Apesar de não serem itens tão secretos assim e, muito menos, bizarros, é muito importante lembrarmos da importância da doação de sangue. No Brasil, para mais informações sobre doação de sangue, você pode ligar diretamente para o número 136, do Ministério da Saúde ou entrar no site. Você também pode acessar o site Heroes Brasil,  um aplicativo que te ajuda na hora de encontrar o banco de sangue mais próximo de você.

Seja a favor da doação de sangue e ajuda a salvar vidas. Caso você não seja/esteja apto a doar, não tem problema, colabore com a conscientização daqueles que podem. Sugestões, dúvidas, correções? Não se esqueçam de comentar com a gente!

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