5 coisas que você aprendeu assistindo “A Turma do Bairro (KND)”

Toda infância que se preze teve pelo menos algumas horas de KND em seu currículo. O desenho que foi produzido e exibido pelo Cartoon Network fez milhões de fãs mirins pelo mundo e abordava a importância do espaço das crianças.

O desenho se tratava de crianças treinadas para combater o autoritarismo dos adolescentes e adultos. Para isso, eles criavam equipes e as distribuíam pelo mundo a fora. A história da série foca nos agentes do “Setor V”, liderado pelo número Um e com outros 4 integrantes: Dois, Três, Quatro e Cinco. A partir disso, as crianças enfrentam aventuras e batalhas diárias em prol de ajudar a população infantil. Para relembrar alguns momentos de KND – A Turma do Bairro, separamos alguns elementos que marcaram a história do desenho,

confira:

 

5 – As crianças podem comandar organizações secretas

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As crianças são treinadas para agirem como agentes secretos por outras crianças. Há várias bases de treinamento espalhadas pelo mundo, nas quais as crianças estão sempre em busca de resolver problemas a fim de facilitar a vida das crianças que sofrem nas mãos de adolescentes e adultos.

 

4 – Adolescentes não são tão espertos

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Como regra da Turma do Bairro, o agente que completa 13 anos deve ser banido da organização. Após atingir essa idade, o ex integrante da Turma passa por uma sessão de “lavagem cerebral”, para que todas as memórias envolvendo a organização sejam apagadas. Assim como no filme “MIB – Homens de Preto”, que conta com aquele flash que apaga a memória das pessoas. Organizado, não?! Isso tudo é feito porque o número 13 em inglês, se escreve thirteen, e teen significa adolescente, logo, eles devem ser expulsos.

 

3 – Agentes infiltrados

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Ainda assim, com a regra de expulsar os agentes que atingem a idade de 13 anos, a Turma do Bairro poupa alguns de seus melhores membros da sessão de “lavagem cerebral” e os usa como espiões na Turma comandada pelos adolescentes. Os meninos são realmente inteligentes, não é mesmo?! E os adolescentes nem mesmo percebem.

 

2 – É muito legal morar em uma casa da árvore

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A casa da árvore em que a equipe mora, não é uma casinha qualquer. Trata-se de um quartel-general, e muito bem organizado por sinal. A casa conta com uma super estrutura, e abriga super armas, equipamentos, veículos e aeronaves, especialmente projetadas para as crianças lutarem contra os adultos.

 

1 – Subestimar as crianças é errado

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 Embora o desenho seja voltado para crianças, os temas abordados nas batalhas que a Turma enfrenta são bem contundentes. Claro que, não se tratam de problemas universais, mas sim, preocupações das crianças que muitas vezes são ignoradas pelos adultos, justamente por serem apenas crianças. Por isso a permanência da Turma do Bairro é tão importante no decorrer, pois eles lutam pelos direitos da infância.

 

A história por trás de KND

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Como a maioria dos outros desenhos, KND também tem sua teoria conspiratória. A série, que distribuía determinada importância a cada personagem, sempre fez questão de enfatizar a liderança do número Um. O garoto careca sempre deu as ordens no quartel-general e passava a imagem de durão, contudo, as coisas não são bem assim.

Enquanto a história mostra o líder como personagem principal, a teoria envolvendo o verdadeiro significado da história diz o contrário. Nela, o principal personagem do desenho é número Dois, o menino gordinho e desengonçado que sempre salva a turma em meio aos seus momentos de perigo com sua inteligência e invenções.  Além disso, toda a história que o desenho conta não passa de um sonho que o garoto teve antes de morrer.

Segundo a teoria, número Dois perdeu os pais ainda bebê em um grave acidente de carro, no qual só sobreviveu porque estava preso na cadeira de bebê. Após o acidente, o menino foi encaminhado ao hospital e passou vários dias internado à espera de que algum familiar viesse buscá-lo. O que não aconteceu. Após um longo período hospitalizado, Dois foi encaminhado para um orfanato, onde passou o resto de sua infância.

Após chegar ao orfanato, Dois sofria muito bullying dos outros colegas e era chamado de gordo e desajeitado. Por esse motivo, nunca saia de seu dormitório. Permaneceu assim, até que um dia, observando as outras crianças brincarem pela janela de seu quarto, avistou uma árvore no fundo do quintal do orfanato, com o que parecia ser uma caixa em cima, que dava ideia a uma “casa da árvore”.

Após isso, Dois decidiu sair do seu quarto e ir até o local ver de perto. No caminho até lá, foi chamado de “gordo” por um garoto loiro que brincava perto da árvore, esbarrou em uma menina negra que corria pelo pátio e que ficou muito nervosa com a desatenção de Dois. À medida que se desculpava com a garota, uma menina de vestido verde veio até ele e o aconselhou a não subir na árvore, enquanto seu colega de quarto, um garoto careca que tinha câncer, observava a movimentação. Ignorando tudo aquilo, Dois ainda assim subiu os degraus de madeira da árvore e entrou dentro da caixa localizada em seu topo.

Quando em fim conseguiu se sentar e respirar, Dois começou a imaginar que poderia transformar aquela caixa em uma bela casa na árvore e passar o seu tempo lá e fazer novos amigos, já que não havia nada de interessante no orfanato. Porém, por estar abandonada a muito tempo, a caixa que estava com o garoto acabou se desestabilizando e desmoronando do topo da árvore no chão, com isso, a árvore não aguentou e acabou tombando também, caindo em cima da caixa que o garoto estava.

Houve muita gritaria e correria das crianças do local em alerta à Dois, que estava lá dentro, contudo, o garoto não conseguiu escapar e caiu de cabeça no chão enquanto imaginava sua casa na árvore. Com a queda, Dois entrou em coma e foi parar no hospital novamente, entretanto, como o menino não tinha nenhum responsável e o orfanato não conseguia arcar com a despesas, após alguns dias de coma, as máquinas foram desligadas. Assim, Dois morreu sonhando com uma vida mais feliz na suposta casa na árvore. O que veio a se tornar “A Turma do Bairro”.

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